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Exército

Estrutura de segurança do Papa sugere mudança urgente no sistema de Comando e Controle

Por Fernando Montenegro      |     24/07/2013 às 10:27

Por ocasião da chegada de Sua Santidade ao Rio de Janeiro, todo o comboio ficou detido por mais de trinta e cinco minutos em uma movimentada avenida, no Centro da cidade. Essa grave vulnerabilidade foi resultante da falta de coordenação entre a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (do Ministério da Justiça) e a Secretaria de Transportes da Prefeitura do Município Rio de Janeiro. Durante o incidente inimaginável, os motociclistas batedores da PRF ficaram confusos quanto ao itinerário e os Policiais Federais desembarcaram de suas viaturas para tentar impedir o acesso ao Papa.

As imagens foram transmitidas ao vivo para o mundo todo e causaram grande apreensão pela vulnerabilidade à ocorrência de um atentado contra a segurança do Sumo pontífice ou mesmo ofensas físicas.

A inexistência de consenso entre os dois órgãos responsáveis, por ocasião da avaliação das falhas caracteriza nitidamente a falta de Unidade de Comando na condução do processo.

Uma Estrutura de Comando e Controle bem diferente do que foi usado na Conferência “Rio+20” e nos V Jogos Mundiais Militares foi adotada por ocasião da visita do Papa ao Brasil. A motivação, provavelmente de caráter político-ideológico foi articulada entre os ministros da Defesa e da Justiça à revelia do assessoramento do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas.

Essa estrutura experimental e inédita tende a apresentar problemas na Coordenação, no Controle, na Matriz de Sincronização e na Neutralização das ameaças terroristas (de forma reativa, contra-terrorismo, e de forma pró ativa, anti-terrorismo).

A falta de Unidade de Comando provavelmente deve ter provocado uma negligência no aproveitamento do estudo de cenário promovido pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), sobretudo, considerando-se a instabilidade na cidade desde a Copa das Confederações, com inúmeros tumultos provocados por multidões de insatisfeitos que têm buscado a visibilidade dos grandes eventos para chamar a atenção pública para suas reivindicações e desgastar o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Do acima exposto, conclui-se que, por ocasião da Copa do Mundo 2014, é necessário retornar ao sistema adotado sistematicamente nos últimos eventos de sucesso, como por exemplo, os Jogos Olímpicos de Londres e a Conferência Rio+20 no Rio de Janeiro.

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