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Exército

Vandalismo e saques nas manifestações brasileiras durante a Copa das Confederações

Por   Cel. Fernando Montenegro

Um movimento democrático iniciado em redes sociais a alguns meses aflorou em forma de manifestações pacíficas e democráticas de parcela significativa da população. Indignados com os exorbitantes impostos, péssimos serviços (transporte, saúde, dentre outros), superfaturamento de estádios de futebol, sucessivos escândalos de corrupção e onda de impunidade pessoas de diversos segmentos da sociedade escolheram um momento de grande exposição do Governo Federal, a Copa das Confederações, para desencadear as concentrações e passeatas nas ruas de diversas capitais e cidades de médio porte do Brasil.

O momento multiplica a fragilidade do Governo uma vez que ocorre em um período que todos os meios são priorizados e concentrados para garantir a segurança da execução das atividades ligadas ao megaevento Copa das Confederações.

Fica clara a falha do sistema de inteligência em negligenciar o acompanhamento das articulações e avaliar as possibilidades de desdobramento. É preciso caracterizar a diferença de dois grupos distintos: o primeiro demonstrando pacificamente e publicamente sua insatisfação com a situação vigente e o segundo grupo composto de uma minoria articulada de vândalos e saqueadores com o rosto coberto que se valeram do anonimato da multidão para afrontar a ordem pública, depredar o patrimônio histórico,público e privado e promover saques a estabelecimentos comerciais. Esses últimos premeditaram as atividades pois além de usar pedras encontradas nas ruas, buscavam ocultar sua identidade, trouxeram bombas de fabricação caseira e coquetéis molotov para arremessar nos policiais.

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Uma planejamento centralizado pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e acompanhamento descentralizado de acompanhamento pelos órgãos de inteligência estaduais poderia facilmente ter identificado a possibilidade de ocorrência dessas atividades. Policiais foram desmoralizados em diversas imagens transmitidas para o mundo. Infelizmente fica claro, em diversas imagens, o despreparo da polícia quando atiram para o alto com fuzis tentando conter manifestantes, ou quando se dispersam perdendo a formação compacta de controle de distúrbios. Vários policiais foram gravemente feridos e atacados covardemente mesmo depois de caídos no chão. O controle desse tipo de distúrbio exige treinamento específico e equipamento adequado. É essencial a avaliação do efetivo de policiais e a quantidade de meios necessária para que a integridade física dos policiais não seja comprometida como vêm ocorrendo.

A falha pode ter sido na avaliação do cenário pelos profissionais de inteligência que subestimaram as possibilidades de desdobramento ou, caso a análise tenha identificado esses riscos, do próprio Poder Executivo, que decidiu ignorar o assessoramento.

Os protestos irão prosseguir durante todo o evento da Copa das Confederações e um plano de contingência com uma participação mais intensa das forças Armadas está sendo desencadeado, mas o trabalho de identificação dos vândalos e saqueadores será lento e penoso. Essa atividade é essencial para que os próximos eventos possam ocorrer com serenidade, pois o maior incentivo para que essas atividades tenham prosseguimento é a certeza da impunidade.

Em novembro de 2010 o Estado Brasileiro teve questionada sua capacidade de garantir a segurança dos grandes eventos que estavam por ocorrer com a onda de violência desencadeada pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro. O país tem até o final da já tumultuada Copa das Confederações para comprovar sua capacidade de gerenciar esse tipo de crise e terá que criar dispositivos para aperfeiçoar o processo e aliviar as tensões sociais para que a Jornada mundial da juventude, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos ocorram em um clima de tranquilidade. Apesar do imenso esforço na criação de dezenas de Unidades de polícias Pacificadoras nas favelas, participação da Força de Pacificação do Exército por dezenove meses na ocupação dos Complexos do de favelas do Alemão e da Penha percebemos que muito ainda tem que ser realizado. Novamente o Brasil tem sua capacidade de garantir a segurança dos grandes eventos questionada internacionalmente.

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