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Internacional

Colômbia: Ataques aéreos combatem FARC

Por Redação      |     26/06/2013 às 17:14

Bombardeios aéreos têm produzido um efeito drástico contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, matando líderes como Raúl Reyes e Victor Julio Suárez Rojas – vulgo Mono Jojoy – que morreu em 2010, quando uma bomba foi lançada de um avião Super Tucano e caiu perto de sua rede de dormir. A Força Aérea Colombiana também participou de uma operação em 2008 que matou Alfonso Cano, que sucedeu Manuel Marulanda como o principal comandante das FARC.

Os constantes bombardeios e ataques-surpresa noturnos desmoralizaram e enfraqueceram gravemente as FARC – um dos principais motivos do grupo guerrilheiro desejar reunir-se com o governo colombiano nos diálogos de paz, que visam o fim do conflito que perdura há 50 anos.

“As FARC simplesmente estão tendo muita dificuldade para se esconder”, diz Adam Isacson, um alto assessor de segurança regional do Escritório em Washington para Assuntos Latino-Americanos. “O que os ex-combatentes rebeldes disseram é que, acima de tudo, eles vivem constantemente com medo de um ataque aéreo.”

No final dos anos 80 e no início dos anos 90, as FARC buscaram adquirir lança granadas-foguete (LGFs) para neutralizar o poder aéreo militar. Em 2000, entretanto, as FARC mudaram suas prioridades para adquirir mísseis terra-ar.

Douglas Farah, membro sênior do Centro de Estratégia e Avaliação Internacional, lembra que esses mísseis “são incrivelmente úteis e fáceis de usar”.

“Eles possuem sensores de calor”, conta, “então eles vão onde o motor está.”

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Posse de mísseis terra-ar podem frustrar campanha militar

Segundo o analista, se as FARC tivessem condições de derrubar um helicóptero ou avião colombiano com um míssil, então os militares seriam forçados a reavaliar suas táticas. Postos em locais remotos estariam imediatamente em risco, uma vez que o Exército seria incapaz de reagir rapidamente no caso de um ataque da guerrilha.

Reabastecer tropas nesses postos seria mais difícil. Para evitar serem detectados pelos mísseis, os helicópteros seriam forçados a realizar voos baixos perto dos contornos do solo, que os pilotos chamam de navegação a baixa altura (NBA), procedimento oneroso e que pode ser perigoso devido à geografia montanhosa da Colômbia.

Farah afirma que caso as FARC viessem a abater uma única aeronave, isso teria “um significativo impacto psicológico” nas forças colombianas.

E-mails interceptados pela inteligência militar nas últimas décadas denotam claramente o desejo das FARC de obter mísseis terra-ar. Em um e-mail de 4 de setembro de 2000, Raúl Reyes pedia ao ex-ditador da Líbia, Muamar Kadafi, um empréstimo para comprar os mísseis e referia-se a eles como uma “prioridade”.

Provas de apoio a mísseis são grandes

Nos últimos anos, surgiram relatórios alegando que as FARC já haviam adquirido os mísseis, ou que estavam perto de tê-los. Em 2010, o jornal em língua hispânica de Miami El Nuevo Herald publicou que um oficial da Força Aérea Peruana estava sendo processado por ter vendido a um intermediador das FARC no Equador pelo menos sete mísseis terra-ar Strela e Igla entre 2008 e 2009.

E, no fim de novembro de 2012, assim que os diálogos de paz começaram a valer, o jornal de Bogotá El Tiempo publicou que o Exército Colombiano apreendeu dois mísseis SA-7 em Cauca.

Segundo Farah, o sistema SA-7 de fabricação russa, embora antigo, está sendo utilizado na Síria pelos ativistas rebeldes para se defenderem dos ataques do governo. Entretanto, o sistema é difícil de ser mantido no clima úmido de regiões de selva, onde as FARC operam, porque suas baterias sofrem corrosão, descarga e defeitos.

Ainda de acordo com Farah, se as FARC hoje possuírem mísseis terra-ar, “elas devem ter superado algum obstáculo que esteve em seu caminho por muito tempo”.

Com os milhões de dólares que as FARC ganham com o narcotráfico, o grupo guerrilheiro parece ter tido muitas oportunidades de comprar esses mísseis nos últimos anos – não apenas de traficantes de armas ilegais, mas também de oficiais militares corruptos de países vizinhos possuidores de estoques. A Nicarágua possui cerca de 600 SA-7s, e a Venezuela é conhecida por ter comprado uma grande quantidade de mísseis antiaéreos portáteis SA-24 da Rússia.

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