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Mercado & Indústria

Brasil quer caça emprestado para evitar falha na defesa

Por Redação      |     20/12/2013 às 10:35

Os governos brasileiro e sueco negociam o arrendamento de 12 caças Gri-pen C/D para fazer a defesa aérea do Brasil durante os quatro anos em que os jatos de nova geração comprados na quarta-feira estiverem na linha de produção, informa Tânia Monteiro. A oferta havia sido feita pelo governo sueco durante o processo de escolha dos aviões, informou o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. O valor da compra dos 36 caças Gripen NG será de US$ 4,5 bilhões, mas o leasing do modelo C/D será negociado separadamente. O arrendamento será feito em razão da desativação dos caças Mirage 2000, no dia 31. Com isso, o País contará apenas com os F-5M, de desempenho menor, na defesa do espaço aéreo de Brasília. Quando os NG chegarem, a partir de 2018, os C/D serão devolvidos.

Defesa. Plano é que país europeu envie 12 unidades de modelo C/D já em 2015 para que sejam usadas pelo menos até 2018, quando os primeiros Gripen NG devem ficar prontos; acordo exigirá gasto além dos US$ 4,5 bilhões previstos para a compra das aeronaves.

Os governos brasileiro e sueco estão negociando o arrendamento de ao menos 12 caças Gripen do modelo C/D, que hoje operam em vários países da Europa, para fazer a defesa aérea do Brasil nos quatro anos em que os aviões da nova geração, o Gripen NG, estiverem na linha de produção.

A oferta já havia sido feita pelo governo sueco durante o processo de escolha dos caças e será rediscutida na negociação do contrato. A vinda destes 12 aviões para suprir a falta de aeronaves com esse perfil até 2018, quando os primeiros Gripen NG devem ser entregues. O “aluguel” das aeronaves usadas exigirá que a Força Aérea Brasileira (FAB) pague valores extras aos suecos, além dos já programados US$ 4,5 bilhões pela compra dos 36 caças novos.

Parte do gasto extra poderá ser compensada pela desativação do caça Mirage 2000, que deixa de voar em 31 de dezembro – sua hora de voo custa cerca de três vezes mais que a do avião sueco.

A Força Aérea vai trabalhar para que estas 12 unidades do Gripen G/D cheguem ao Brasil em meados de 2015, cerca de seis meses após o fechamento do contrato. No período, os pilotos e mecânicos brasileiros serão treinados nos aviões que irão voar. Segundo a FAB, esta capacitação j á reduzirá o tempo de adaptação deles aos novos modelos, quando o Gripen NG estiver disponível. Este procedimento é normal em operações de compra de caças.

A Força Aérea sueca já tem um tipo de leasing, por exemplo, com países como a República Tcheca e a Tailândia, exatamente para “tapar o buraco” entre o fechamento do contrato e a entrega.

Transição. Quando os modelos NG chegarem ao Brasil em 2018, os G/D serão devolvidos à Suécia, cumprindo um período de transição. Embora o governo diga que a negociação para assinatura do contrato vá levar de oito a 12 meses, a Força Aérea prevê que a conclusão das negociações possa ocorrer em até sete meses, o que adiantaria todo o cronograma de entrega de aeronaves.

Uma nova fábrica da sueca Saab será aberta em São Bernardo do Gampo, próximo ao Rodoanel, para produzir a estrutura dos caças, como,a asa, e seus componentes. A integração, porém, ficará a cargo da Embraer.

O prefeito de São Bernardo do campo, Luiz Marinho (PT), disse ontem que a Saab, empresa que fabrica os Gripen, deu “mais passos” em direção à transferência de tecnologia mesmo antes da decisão da presidente Dilma Rousseff. Em maio de 2011, por exemplo, a empresa abriu um Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro na cidade do Grande ABC.

Marinho também disse que a empresa sueca vai construir sua fábrica em São Bernardo num prazo de dois anos. Ele confirmou que houve incentivo fiscal para a atração da empresa, mas não disse de quanto. “Toda empresa que vem para cá tem incentivo. Não há nenhum privilégio nisso”, afirmou o prefeito.

Preferido. O modelo da aeronave sueca era o preferido pelos oficiais porque permite desenvolvimento em parceria, facilitando a absorção de tecnologia – os concorrentes americano e francês foram derrotados no processo de escolha dos caças, que se estende há cerca de duas décadas.

Colocações. Apesar de o governo não revelar oficialmente a pontuação obtida pelos três concorrentes, o segundo colocado foi o modelo americano da Boeing, F-18e o terceiro, o francês Rafale, da Dassault.

Durante o processo, a FAB conseguiu negociar e reduzir os preços dos três proponentes.

O sueco fechou em US$ 4,5 bilhões, o americano em US$ 5.5 bilhões e o francês em US$ 6.5 bilhões. Com a compra dos aviões foi acordado ainda um pacote logístico que garantirá suprimento, manutenção e treinamento de pessoal. Também está incluída nesse pacote a aquisição de 15 motores sobressalentes. Isso permite que o avião, durante período de manutenção dos motores, não precise ficar parado.

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