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Exército

DECEX – As mudanças nas atividades de educação e de cultura no Exército

Por Anderson Gabino      |     16/07/2014 às 18:17

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Ao receber a atual denominação, a contar de 23 de dezembro de 2008, o DECEx adquiriu maior visibilidade como Órgão Central de dois sistemas correlatos: o de Educação e o de Cultura. Com isso, para acompanhar as transformações em curso no Exército, o Departamento realizou adaptações, inclusive na sua estrutura organizacional interna, bem como implantou projetos e programas nas áreas que lhe estão afetas.

Reestruturação do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx)

As transformações em curso no Exército impactaram diretamente no Sistema de Educação e Cultura e na organização do DECEx e diretorias subordinadas. O DECEx vem implementando, junto aos seus estabelecimentos de ensino subordinados e vinculados, um processo de reestruturação, de forma a adequar seus cursos e estágios à nova concepção do ensino militar por competências.

Para acompanhar as novas tecnologias do ensino mundial, está adotando o novo sistema de ensino por competências, juntamente com o Departamento-Geral do Pessoal (DGP), que vem atualizando seu sistema de avaliação, estruturado em competências, e montando um banco de dados baseado nos talentos humanos.

O trabalho em conjunto entre o DECEx e o DGP torna mais ágil e eficiente a classificação do militar, levando em conta as suas habilidades e as exigências das funções a serem desempenhadas.

A Diretoria de Formação e Aperfeiçoamento (DFA) passou a ser designada Diretoria de Ensino Superior Militar (DESMIL), que tem por missões formar os oficiais da ativa e da reserva da linha bélica e os da ativa de saúde e do quadro complementar; aperfeiçoar os oficiais de carreira; e propiciar cursos de altos estudos militares, de gestão e de assessoramento. Enquadra a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, a Academia Militar das Agulhas Negras, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, a Escola de Saúde do Exército, a Escola de Formação Complementar do Exército e os Centros de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Porto Alegre, do Recife e de Belo Horizonte.

A Diretoria de Educação Técnica Militar (DETMIL), antiga Diretoria de Especialização e Extensão (DEE), tem por finalidade formar e aperfeiçoar sargentos das QMS combatentes e técnico-logísticas, além de especializar e estender o conhecimento de oficiais e sargentos.

Ao todo, são seis Estabelecimentos de Ensino subordinados, incluídas a Escola de Sargentos das Armas e a Escola de Sargentos de Logística, além de vinte e um vinculados, para fins de orientação técnico-pedagógica.

A Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) tem como atividade-fim preservar e divulgar o patrimônio histórico material e imaterial do Exército. Para atingir este objetivo, conta com a Biblioteca do Exército, com o Arquivo Histórico do Exército, com o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, com o Museu Militar Conde de Linhares e com o Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial.

A Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial passou a ser designada Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial (DEPA), adaptando-se ao contexto educacional vigente.

Entre seus encargos, planeja, coordena, controla e supervisiona a condução da educação básica e a avaliação do processo ensino-aprendizagem nos Colégios Militares, bem como estabelece a ligação técnica com as organizações com encargos de ensino que lhe forem determinadas, para essas atividades.

Compreende doze Colégios Militares: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Manaus, Brasília, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Juiz de Fora, Campo Grande e Santa Maria. A DEPA realiza, ainda, a supervisão pedagógica da Fundação Osório, sediada no Rio de Janeiro.

A Diretoria de Pesquisa e Estudo de Pessoal (DPEP) voltou a se chamar Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), perdendo o Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC) e mantendo suas antigas Organizações Militares diretamente subordinadas: Comissão de Desportos do Exército (CDE), Instituto de Pesquisa e Capacitação Física do Exército (IPCFEx), Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), Escola de Equitação do Exército (EsEqEx) e Bateria do Forte de São João.

Para atender às novas demandas do DECEx, vários projetos estão em execução:

A Escola de Sargentos de Logística (EsLog), criada por transformação da Escola de Material Bélico, forma e aperfeiçoa as Qualificações Militares (QM) técnico-logísticas, reunindo os cursos de Técnico de Enfermagem, Intendência, Comunicações, Material Bélico, Topografia e Músico. A nova escola iniciou seu funcionamento em 2011, no local onde estavam as Escolas de Material Bélico e de Comunicações.

A Escola de Comunicações (EsCom) foi transferida, no ano de 2011 para Brasília, e subordinada ao Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CComGEx), facilitando o estudo e a pesquisa do tema Defesa Cibernética, juntamente com o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica, em Sobradinho (DF).

A Escola de Instrução Especializada (EsIE) passou a absorver os cursos de especialização da Escola de Material Bélico (EsMB), acrescidos dos cursos de Perito e Investigador Criminal – antes ministrados nos Batalhões de Polícia do Exército (BPE) –, Gestão de Pessoal, Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais, Resgate e aqueles solicitados pela Base de Apoio Logístico do Exército.

A antiga Escola de Administração do Exército (EsAEx), sediada em Salvador, passou a denominar-se Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), funcionando com os mesmos cursos anteriores.

A Escola de Saúde do Exército (EsSEx) continua responsável pela formação dos médicos e pelo programa de capacitação dos militares da linha de ensino de Saúde, incluindo, também, a pós-graduação e as residências médicas para as diversas especialidades.

No DECEx, foi criada a Assessoria de Doutrina, que coordena tal atividade em todos os estabelecimentos de ensino, consubstanciando as modificações e as experimentações doutrinárias, integrando o novo Sistema de Doutrina Militar Terrestre (SIDOMT). Também foram criadas a Assessoria de Gestão do Conhecimento e o Escritório de Projetos/DECEx.

A nova Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), como estabelecimento de ensino superior, passou a ser o primeiro ano de formação do futuro oficial do Exército Brasileiro, possibilitando mais tempo para a instrução militar a ser ministrada na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Desde 2010, o Centro de Instrução Paraquedista General Penha Brasil (CIPqdtGPB) está realizando um curso para os cadetes do 3º ano da AMAN e o Centro de Instrução de Guerra na Selva, desde 2011 para os cadetes do 4º ano.

O Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC), subordinado à Diretoria de Ensino Técnico Militar, passou a coordenar o novo sistema de idiomas, bem como, ainda em 2013, o Curso Avançado de Operações Psicológicas, além dos tradicionais cursos de coordenação pedagógica, psicopedagogia e comunicação social, que terão mais tempos de instrução relativos ao ensino presencial.

Dois centros de simulação de apoio de fogo estão sendo implantados, um na AMAN e outro em Santa Maria (RS). O Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) permitirá às unidades de Artilharia de Campanha, às guarnições de morteiro, aos cadetes da AMAN e aos alunos da EsSA exercitar todos os procedimentos relativos aos diversos sistemas de artilharia.

O SAFO representa a ferramenta mais adequada à instrução, ao treinamento e à avaliação, por possibilitar, em realidade virtual, os trabalhos do Observador Avançado, da Central de Tiro e da Linha de Fogo.

organograma DECEX

Encontros de turmas de formação, uma oportunidade de reviver a história

Os encontros de turmas de formação são uma oportunidade de rever amigos, reavivar a memória e de perpetuar a história. Anualmente, em diferentes escolas de formação, diferentes turmas celebram sua história de sucesso e mantém coesos os laços afetivos que os unem. Veja alguns exemplos:

– Jubileu de Ouro do Curso de Formação de Sargentos / 1962, realizado no dia 1º de novembro de 2012, que contou com a presença de vários ex-alunos da EsSA.

– Reunião de 20 anos da Turma AMAN / 1992, realizada na AMAN, em 8 de dezembro de 2012, Turma Batalha de Guararapes, que reuniu integrantes e seus familiares em Resende (RJ).

O complexo defensivo da Baía de Guanabara

Durante séculos, o complexo de defesa de fortes e fortalezas da Baía de Guanabara protegeu as cidades do Rio de Janeiro e Niterói (RJ) contra o ataque de corsários e invasores.

Hoje, essas edificações, que na sua maioria estão sob a administração do Exército Brasileiro, apresentam um grande atrativo turístico. Suas imponentes construções guardam em seu interior um riquíssimo acervo cultural.

Conhecer essas edificações é apreciar um pouco da rica história e da cultura do nosso País, bem como de seus encantos.

Os Fortes do Rio de Janeiro

Na orla da zona sul carioca, a Praia de Copacabana abriga duas fortificações de grande importância: o Forte de Copacabana e o Forte Duque de Caxias. No ano de 2012, esses fortes, compondo o belo cenário carioca, fizeram parte dos locais que colaboraram com o Rio de Janeiro na candidatura da cidade à Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural da Humanidade.

O Forte de Copacabana foi construído em 1914, no promontório da antiga Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, com o propósito de reforçar a defesa da Baía de Guanabara. Ocupando uma área total de 114.169 m², foi, então, considerado a mais moderna Praça de Guerra da América do Sul. Atualmente, em suas instalações, encontra-se o Museu Histórico do Exército.

O Forte Duque de Caxias (Forte do Vigia), situado na outra extremidade da Praia de Copacabana, possui a mais bela vista da entrada da Baía de Guanabara. O Forte oferece aos seus visitantes uma suave caminhada ecológica de 800 metros através da Área de Proteção Ambiental, onde o contato com a natureza, o ar puro, a fauna e a flora exuberantes tornam o passeio ainda mais agradável.

Ao lado do Morro do Pão de Açúcar, encontramos a Fortaleza de São João, que está intimamente ligada à fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Nesse local, em 1565, Estácio de Sá desembarcou com sua tropa para combater a invasão francesa, levantando naquela área um fortim. Os visitantes procuram a Fortaleza por sua riqueza arquitetônica e pela paisagem da Baía de Guanabara, que se descortina em vários ângulos do percurso.

No centro da Cidade Maravilhosa, está localizada a Fortaleza da Conceição, que se destaca por ser depositária de grande valor patrimonial, ao reunir, em suas encostas, monumentos arquitetônicos como a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição e o Primeiro Palácio Episcopal, ambos no mesmo terreno da antiga Chácara da Mitra.

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Complexo Defensivo de Niterói

Ao lado direito da entrada da Baía de Guanabara, no lado oposto ao Rio de Janeiro, encontramos a cidade de Niterói, que une a história do País a belezas naturais e fortificações militares. Niterói abriga o maior complexo de Fortes da América Latina.

No início da orla oceânica de Niterói, encontramos o Forte de Gragoatá, citado pelos historiadores como o segundo forte mais antigo da Guanabara. Localizado na Ponta do Gragoatá, com ampla visão da Baía, o Forte abriga, atualmente, a 2ª Circunscrição de Serviço Militar. O monumento é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Percorrendo a cidade de Niterói, mais à frente, localiza-se o Forte Barão do Rio Branco, que abriga um complexo de fortes instalados em áreas preservadas de Mata Atlântica.

Os Fortes Barão do Rio Branco, São Luiz e do Imbuy formam um conjunto histórico aberto à visitação guiada. No Forte São Luiz e do Pico, pode-se apreciar uma belíssima paisagem da Cidade de Niterói e do Rio de Janeiro. Atualmente, o Forte está sob a jurisdição do 21º Grupo de Artilharia de Campanha.

Debruçada de forma imponente sobre a Baía de Guanabara, apresenta-se a Fortaleza de Santa Cruz, a primeira fortificação erguida na região.

Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da Baía e da cidade do Rio de Janeiro, durante o período da Colônia e do Império Brasileiro. Atualmente, a Fortaleza de Santa Cruz abriga o Comando da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

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