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Exército

General da ativa contesta Comissão da Verdade em nota

Por Anderson Gabino      |     12/12/2014 às 9:38

Sergio Westphalen Etchegoyen

O General de Exército da ativa, Sérgio Etchegoyen, chefe do Departamento Geral do Pessoal, divulgou ontem, com sua família, nota de repúdio ao relatório da Comissão Nacional da Verdade. Para o oficial, o documento divulgado na quarta-feira é fruto de um trabalho “leviano”.

A comissão responsabilizou o pai do atual chefe do DGP – o General Leo Guedes Etchegoyen, morto em 2003 – e outros 376 civis e militares por violações de direitos humanos no regime militar. “Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana de suas investigações e explicitaram o propósito de seu trabalho, qual seja o de puramente denegrir”, diz a nota, revelada pelo estadao.com.br. A família estuda formas de entrar na Justiça contra a comissão.

Esta é a primeira manifestação contra a Comissão da Verdade feita por um general da ativa, integrante do Alto Comando do Exército. Tanto o comandante da força, General Enzo Peri, como o ministro da Defesa, Celso Amorim, foram comunicados previamente por Etchegoyen da decisão da família de não deixar sem resposta os “covardes” ataques “contra um cidadão já falecido, sem qualquer possibilidade de defesa”.

Desde cedo, a decisão do Exército era de que não havia motivo para enquadrar o General no Regulamento Disciplinar, que proíbe militares da ativa de fazerem “manifestação de caráter político”. O entendimento era de que ele falava “em caráter familiar”. O próprio ministro entendeu que a declaração teve “forte conotação emocional” e que “o melhor é deixar a poeira baixar”.

‘Panos frios’

Coube ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, por determinação da presidente Dilma Rousseff, conversar com Amorim sobre o caso. A decisão do Planalto era “botar panos frios na fervura”. O entendimento foi de que punir o general levaria a um movimento de solidariedade nas Forças Armadas que poderia transformá-lo em “mártir e botar lenha na fogueira”.

Chegou a ser reconhecido no governo que incluir o nome de Leo Etchegoyen como um dos “autores de graves violações de direitos humanos” foi “excesso desnecessário” da comissão. Além disso, o Planalto considerou a carta do general “respeitosa” e sem ataques ao governo.

Hoje, Dilma vai ter o primeiro encontro com o ministro da Defesa e os comandantes militares após a divulgação do relatório, ao inaugurar a primeira etapa do estaleiro de construção de submarinos, no Rio.

Após a publicação do texto da família Etchegoyen, a Comissão da Verdade divulgou nota elencando fatos que considera suficientes para incluir Leo Guedes Etchegoyen como “responsável pela gestão de estruturas” onde ocorreram violações.

Segundo o colegiado, Leo chefiou a Polícia Civil do Rio Grande do Sul após o golpe, “período no qual recebeu Daniel Anthony Mitrione, notório especialista norte americano em métodos de tortura contra presos políticos, para ministrar curso à Guarda Civil do Estado”.

A comissão cita elogios do general ao tenente-coronel Dalmo Lúcio Muniz Cyrillo, chefe do DOI- Codi em São Paulo. E a atuação dele na prisão coletiva de sindicalistas e líderes metalúrgicos do ABC paulista, assim como de seus defensores – um deles o advogado José Carlos Dias, integrante da Comissão da Verdade.

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