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Força Aérea

Cenipa: compromisso com a vida!! Conheçam então o Trabalho desta unidade da FAB

Por Anderson Gabino      |     15/07/2014 às 11:57

Sgt Flávio Cenipa6

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, é a organização da Força Aérea Brasileira responsável por investigar os acidentes aeronáuticos ocorridos no Brasil, com aeronaves civis e militares.

Ele existe desde 1971 como órgão central do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) e tem sede em Brasília, Distrito Federal.

A atividade de investigação de acidentes aeronáuticos é regida pelo Anexo 13 da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e tem o objetivo de prevenir acidentes. Esta é a diferença entre a investigação realizada pelo Cenipa e a investigação realizada pela autoridade policial: a finalidade.

Enquanto o Cenipa busca tirar ensinamentos para a prevenção de acidentes, a autoridade policial busca cumprir o seu papel de apurar culpa ou responsabilidade. Pelo fato de a prevenção beneficiar um grande número de pessoas, o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) dá precedência ao processo investigativo conduzido pelo Cenipa.

A investigação do Cenipa é baseada no trinômio “Homem, Meio e Máquina”, o qual se refere aos fatores Humanos, Operacionais e Materiais, respectivamente. O Fator Humano compreende uma análise dos aspectos médico e psicológico, considerando as características fisiológicas, ergonômicas, psicológicas, organizacionais e sociais relativas aos recursos humanos envolvidos no acidente.

A investigação do Fator Operacional alcança todas as circunstâncias da operação, manutenção da aeronave e infraestrutura aeronáutica, incluindo o controle do espaço aéreo. A investigação do Fator Material analisa fabricação da aeronave, manuseio de material, projeto e certificação, por exemplo.

Sgt Flávio Cenipa5

Características da investigação do Cenipa

– Tem a finalidade de prevenir acidentes aeronáuticos;

– Identifica fatores que contribuíram para o acidente;

– Trabalha com a premissa de que um acidente aeronáutico ocorre por uma série de fatores contribuintes encadeados;

– Gera Recomendações de Segurança de Voo (RSV);

– Gera um Relatório Final, publicado no site do Cenipa, com todas as conclusões obtidas;

– É técnica e não deve ser usada para outros fins, que não seja a prevenção;

– É realizada por piloto ou engenheiro (pré-requisitos para se tornar investigador);

– Seu tempo de conclusão varia de acordo com a complexidade do acidente;

– Obtém grande parte das informações por meio da contribuição voluntária de envolvidos e testemunhas;

– Tem precedência em relação às outras investigações; e

– É regida pelo Anexo 13 da ICAO e pela NSCA 3-13 do Comando da Aeronáutica.

Grandes acidentes investigados

GOL 1907, dia 29 de setembro de 2006, em Peixoto de Azevedo (MT). Houve colisão de aeronaves em voo (matrículas PR-GTD e N600XL), resultando na morte de 154 pessoas.

TAM 3054, 17 de julho de 2007, Aeroporto de Congonhas – São Paulo (SP). Perda de controle no solo (aeronave de matrícula PR-MBK), resultando na morte de 199 pessoas.

Cursos

O Cenipa também capacita os profissionais que vão atuar com prevenção de acidentes. Anualmente, são oferecidos cerca de dez cursos diferentes. Há capacitação específica para médicos, psicólogos, pilotos, engenheiros, mecânicos, gestores da prevenção que trabalham nas diversas organizações da aviação civil e militar. Veja:

– Curso Básico de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (a distância);

– Curso de Investigação de Acidentes Aeronáuticos;

– Curso Avançado de Investigação de Acidentes Aeronáuticos;

– Curso Básico de Gravadores de Voo;

– Curso de Prevenção – Fator Humano;

– Curso de Prevenção – Fator Material;

– Curso de Prevenção – Manutenção de Aeronaves;

– Curso de Prevenção – Controle do Espaço Aéreo;

– Curso de Prevenção – Atividades Aeroportuárias;

– Curso de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Aeroagrícola;

– Curso de Introdução ao Sistema de Aviação Civil;

– Curso de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Língua Espanhola;

– Curso de Gerenciamento da Segurança Operacional;

– Estágio de Gestão Avançada da Prevenção – Civil e Militar; e

– Curso de Introdução ao SIPAER.

Sgt Flávio Cenipa3

Mais ações de prevenção

A investigação e os cursos são duas atividades que também concretizam a prevenção de acidentes aeronáuticos. No entanto, a segurança de voo envolve muitos tipos de ações contínuas de gerenciamento do risco na aviação. Veja os programas de trabalho que são desenvolvidos e estudados pelos investigadores do Cenipa:

– Gerenciamento do Risco de Fauna;

– Vistoria de Segurança de Voo;

– Relatório ao Cenipa para Segurança de Voo (RCSV);

– Gerenciamento de Recursos da Tripulação (CRM);

– Prevenção de Colisão com Balões de Ar Quente Não Tripulados;

– Raio Laser.

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Laboratórios exclusivos

Desde 2010, o Cenipa tem autonomia para executar o “download” de dados de gravador de voo (caixa-preta). Antes era preciso recorrer ao exterior. Agora é o Cenipa quem recebe investigadores estrangeiros, representantes de Angola, Bolívia e Colômbia.

O Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA) faz leitura e interpretação de áudio e dados contidos na memória da caixa-preta. Essas informações auxiliam na descoberta dos fatores que contribuíram para os acidentes.

Sgt Flávio Cenipa2

Já para treinar o investigador de acidentes, o Cenipa emprega o Laboratório de Destroços. Trata-se de uma estrutura com quatro aeronaves acidentadas, dispostas da forma mais fiel possível em relação ao acidente original.

Na América Latina, somente o Brasil dispõe desses dois laboratórios.

Certificação do Cenipa

Em 2009, após ser auditado pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Cenipa obteve 96% de conformidade com os padrões exigidos em investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.

Grupos com os quais o Cenipa se relaciona

Para cumprir sua missão de prevenir acidentes aeronáuticos, o Cenipa se comunica dia a dia com empresas aéreas, Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), administradores dos aeroportos, Departamento de Controle do Espaço Aéreo, fabricantes de aeronaves, esquadrões militares (Forças Armadas e Forças Auxiliares).

Essas entidades, bem como os profissionais que nela atuam sob a orientação do Cenipa, são chamados Elos-SIPAER.

Sgt Flávio Cenipa

Além disso, existe o Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA) que reúne a aviação civil e militar duas vezes por ano, sob a coordenação do Cenipa, para discutir e propor soluções para as questões mais atuais da segurança de voo no Brasil.

Intercâmbio

A maioria dos investigadores brasileiros que atuam em nome do SIPAER, além de ter se formado no Cenipa, conclui a capacitação no exterior.

Por ser referência na América Latina, o Cenipa recebe todo ano alunos estrangeiros para realizarem o Curso de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos ministrado em língua espanhola. Além disso, o Cenipa envia seus instrutores para colaborarem com os cursos da Força Aérea Equatoriana e Angolana.

Serviços Regionais

Para iniciar a investigação o quanto antes, o Cenipa mantém investigadores em todo o território brasileiro. No total, são sete Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

Mapa-do-Brasil-SERIPAs1

Enquanto os processos de investigação vão sendo conduzidos, os serviços regionais se ocupam de atividades educativas, voltadas para as características da aviação regional de que são responsáveis. Veja no mapa a divisão dos estados por Seripa.

Lema: Compromisso com a vida

Coordenar a prevenção de acidentes aeronáuticos no Brasil resulta na proteção à vida de brasileiros e estrangeiros, usuários ou não do transporte aéreo. Por isso o Cenipa tem compromisso com a preservação da vida humana. É difícil calcular o número de mortes evitadas com o trabalho de prevenção realizado nos últimos 42 anos. Mas é simples anunciar que a segurança do transporte aéreo de passageiros no Brasil tem o nível comparado ao dos países de primeiro mundo.

Já pensou em se tornar investigador de acidente aeronáutico? 

Basta ser piloto ou engenheiro vinculado a empresa, órgão ou entidade da aviação civil ou militar.

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FONTE : Força Aérea Blog – Fotos Sgt Flávio

 

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