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Força Aérea

Cerca de 180 cadetes participam de estágio de sobrevivência na selva

Por Anderson Gabino      |     13/08/2014 às 7:00

Turma Kratos4

Os cadetes do terceiro ano da Academia da Força Aérea (AFA), turma Kratos, participam até o dia 16 de agosto de um exercício de sobrevivência realizado no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), , no Sul do Pará. O objetivo é capacitar o futuro oficial para possíveis emergências que envolvam sobrevivência na selva e espera por resgate.

O exercício simula o pouso forçado de uma aeronave, no qual os cadetes são os sobreviventes e devem aguardar o resgate por quatro noites. O Coordenador da missão de instrução, Capitão Allan Godoy de Menezes, explica que os futuros oficiais aprendem as técnicas necessárias para sobrevivência em instruções teóricas na AFA.

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“Eles têm que preparar uma área de localização para que possam ser resgatados. Devem preparar também a área de sobrevivência que consiste em um local afastado do solo para evitar insetos, preparar uma fogueira, entre outros itens que eles aprenderam em aulas, por exemplo, de armadilhas e sinalização”, declara.

Localizado à beira de um rio, o acampamento dos cadetes apresenta as dificuldades ao exercício, como chuva, calor, umidade, insetos e falta de alimentação. Para a Cadete Maria Luiza Michelun Silveira, o maior desafio é controlar o ambiente hostil. “Nós não temos nada com facilidade. Temos que buscar proteção contra os animais, além do abrigo, entre outros itens”, afirmou.

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Ela diz ainda que o exercício é fundamental. “Hoje eu me sinto preparada para enfrentar essas condições caso aconteça em uma situação real”, declarou.

O exercício ocorre em formato de rodízio. Três grandes grupos divididos em cinco equipes formadas por no máximo 12 cadetes devem passar pelo estágio de exercício na selva. Os futuros oficiais são avaliados: o estágio faz parte da grade curricular do curso de formação para Oficiais Aviadores, Intendentes e Infantes da AFA.

Turma Kratos

Segundo o comandante do Corpo de Cadetes da AFA, Coronel Claudio Evangelista Cardoso, o exercício é fundamental para o futuro oficial. “Em um Brasil como o nosso, com fronteiras de proporções continentais e com a Amazônia que nós temos, se acontecer algum tipo emergência que leve a tripulação a ter que fazer uma sobrevivência, eles vão estar preparados”, afirmou.

A equipe de apoio é formada por 35 militares, entre instrutores, especialistas em segurança, profissionais de logística e da área de saúde. Para eventuais emergências, estão de sobreaviso no CPBV um helicóptero Black Hawk e um C-105 Amazonas.

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Em caso de eventualidades, os cadetes podem se comunicar por rádio e uma equipe de instrutores vai até o local do exercício. Eles também recebem um kit de sobrevivência semelhante ao encontrado nas aeronaves da FAB com diversos itens, entre eles, kit de primeiros socorros.

Segundo a Aspirante Júlia Scomparin Magalhães, uma das médicas da equipe, o ambiente é controlado. “Os casos médicos mais comuns que nós esperamos são anaflaxia, que pode ocorrer caso haja picada de abelha, por exemplo. Nós temos a ficha dos cadetes para casos de alergias catalogadas e conhecidas”, finaliza.

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