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Força Aérea

Embraer e FAB fecham negócio de R$ 7,2 bilhões

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Foto Ag Força Aérea / Sgt Bruno Batista

A Embraer assinou ontem com o governo brasileiro o primeiro contrato para produção em série do cargueiro KC-390, em um negócio estimado em R$ 7,2 bilhões.

Segundo a Embraer, as entregas de 28 unidades do KC-390 ao governo começarão no fim de 2016 e se estenderão por dez anos. Além dos aviões, o acordo inclui suporte logístico, peças sobressalentes e manutenção.

“Esse contrato assinado aqui hoje é estratégico para a Embraer, na medida em que mostra o horizonte no qual essa empresa vai se desenvolver”, afirmou a presidente Dilma Rousseff em discurso na cerimônia de inauguração do hangar da futura linha de montagem da aeronave, na unidade da fabricante de aviões em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

KC-390

“Mostra também que, a partir de agora, nós temos melhores condições de transformar o KC-390 num produto que será vendido em todas as partes do mundo”, acrescentou.

O KC-390 é um projeto conjunto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB) formaliza- do em 2009. Além do pedido da FAB, existem intenções de compra de 32 aeronaves por Argentina, Colômbia, Chile, Portugal e República Checa.

De acordo com a Embraer, a encomenda do governo brasileiro entrará em sua carteira de pedidos apenas após documentação complementar de contrato, que deve ficar pronta em 90 dias. Em um período de dez anos, a Embraer vê um mercado potencial de mais de 700 cargueiros do porte do KC-390, no valor de US$ 50 bilhões.

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O KC-390 é o maior avião já desenvolvido e fabrica do no Brasil. O cargueiro representa uma importante diversificação de receita para a Embraer, que tem buscado ampliar o peso da aviação executiva e de defesa em seu resultado para suavizar o impacto das oscilações mais bruscas nos negócios na aviação comercial.

As aeronaves KC-390 que serão entregues à Força Aérea substituirão o C-130 Hércules, da norte-americana Lockheed Martin, atualmente na frota da FAB.Com 36 metros de corpo e algumas vantagens em relação ao rival americano, o KC-390 já está em fase de montagem.

A aeronave da Embraer tem mais capacidade de transporte: ele carrega 23 toneladas de carga, 3 toneladas a mais que o concorrente. Ele também voará mais alto – a 10,5 mil metros, e a 860 km/hora por um custo menor.

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O avião é destinado ao trans- porte tático militar, podendo ser utilizado em missões de carga, transporte de tropas, busca e resgate e combate a incêndios florestais. A configuração de reabastecimento no ar também pode receber combustível em vôo.

O projeto do cargueiro e avião tanque KC-390 é propriedade intelectual da Aeronáutica. Até a fase de construção dos dois primeiros protótipos terão sido investidos cerca de R$ 4,9 bilhões.

Segundo o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider, a expectativa da companhia com o novo KC-390 é de deter fatia de 15% do mercado de cargueiros médios entre 2025 e 2030. A estimativa é que o segmento de- mande 7.728 aeronaves neste período.

Foto Ag Força Aérea / Sgt Bruno Batista

Segundo o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider, a expectativa da companhia com o novo KC-390 é de deter fatia de 15% do mercado de cargueiros médios entre 2025 e 2030. A estimativa é que o segmento demande 7.728 aeronaves neste período.

Em seu discurso, Dilma ressaltou a importância da parceria entre FAB e Embraer, que afirmou ser “fundamental” para o Brasil. A presidente destacou ainda os empregos qualificados que serão gerados com a produção da aeronave.

Segundo Dilma, gerar empregos de qualidade é a motivação maior das políticas de estímulo à indústria e o melhor caminho para o desenvolvimento do Brasil. “Vamos produzir aqui, além de aviões, vamos produzir desenvolvimento com mais empregos, melhores empregos”, afirmou.

projeto_kc_390

De acordo com o presidente da Embraer, Frederico Curado, o contrato vai sustentar e ampliar os empregos na região. Hoje, conforme a Embraer, 1,5 mil empregados do grupo fabricante estão diretamente envolvi- dos no projeto. Mais de 50 empresas nacionais participam do desenvolvimento do KC-390.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, também destacou que o contrato assinado com a Aeronáutica para a compra dos 28 KC-390 dá um sinal de segurança para outros países.

” O contrato serve como garantia para que outros possíveis clientes mundo afora possam ter a certeza de que o avião está também sendo usado pela nossa Força Aérea”, disse, destacan- do que a aeronave será importante para o desenvolvimento da “indústria do conhecimento” e para a Defesa do Brasil.

Ele lembrou que o País tem 17 mil km de fronteiras e o KC-390 vai ampliar a capacidade de transporte e da logística da Defesa.

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