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Força Aérea

Esquadrões de caça participam de treinamento conjunto no Sul do Pará

Por Anderson Gabino      |     08/08/2014 às 10:46

Esquadrões Escorpião  Grifo  e Flecha  Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea

Os Esquadrões Escorpião (1°/3° GAV), Grifo (2°/3° GAV) e Flecha (3°/3° GAV) participam até o dia 15 de agosto de uma operação conjunta no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra de Cachimbo, Sul do Pará.

O objetivo é realizar o emprego armado das aeronaves A-29 Super Tucano operadas pelos três esquadrões, além do treinamento dos pilotos para capacitação operacional e liderança de esquadrilha. Ao todo estão reunidos no CPBV, 25 aeronaves Super Tucano e quase 300 militares.

Esquadrões Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea2

Essa é a segunda vez que a operação reúne os três esquadrões do Terceiro Grupo de Aviação, sediados nas Bases Aéreas de Boa Vista, Porto Velho e Campo Grande.

Segundo o Comandante do 3°/3° GAV, Tenente-Coronel Aviador Henrique Do Espírito Santo, o ganho está na troca de conhecimento e na logística. “Cada unidade aérea traz uma bagagem de conhecimento e a troca é muito positiva, além disso, podemos compartilhar equipamentos, reunir os armamentos e formar equipes com militares dos três esquadrões”, afirmou.

Aeronave Armada Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea

Produzido no Brasil, o A-29 Super Tucano é uma aeronave de caça leve que atinge uma velocidade de até 320 nós e tem a capacidade de empregar bombas, foguetes e metralhadora.

O emprego do lançamento ar-solo é realizado principalmente em situações de ataque, ao contrário do lançamento ar-ar que é indicado para situações de policiamento e interceptação. No exercício, os pilotos põem em prática diversos cenários possíveis, como lançamentos a grande altitude que simula o ataque a um alvo sendo defendido por artilharia antiaérea ou o lançamento a baixa altitude que simula um alvo sem defesa.

A 29 Super Tucano Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea

Cada esquadrão opera em um turno do dia. Durante a fase noturna é realizado o lançamento de bombas com auxílio de iluminação especial no estande de tiro e dos óculos de visão noturna (NVG – da sigla em inglês de Night Vision Goggles). Segundo um dos pilotos do Esquadrão Escorpião, o NVG é um tubo intensificador de luz, utilizado para se ter uma maior diferenciação do terreno e dos objetos.

Nesse tipo de missão com o emprego ar-solo, nós conseguimos definir o melhor local para o lançamento e aumentar assim as chances de sucesso. Nós já vamos para a missão sabendo exatamente o que temos que atacar e com o NVG nós conseguimos fazer a correta diferenciação do alvo, afirmou.

Aeronave Armada Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea2

Um dos objetivos dos Esquadrões do Terceiro Grupo de Aviação é formar o líder de esquadrilha: um piloto que gerencia uma missão com outras aeronaves.

No comando dele, existem três ou mais aeronaves que fazem o que o líder determina. Durante a operação em Cachimbo, o treinamento tem também o objetivo de capacitar o piloto para coordenar uma esquadrilha no emprego ar-solo, com bombas e foguetes.

Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea2

Inicialmente, o piloto da aviação de caça começa sua formação no Esquadrão Joker (2°/5° GAV) em Natal, onde realiza a especialização como piloto. Após essa formação, ele está pronto para ser empregado como ala operacional, ou seja, o piloto que segue as ordens do líder de esquadrilha.

A partir desse momento, ele segue para Boa Vista, Campo Grande ou Porto Velho, podendo assim evoluir em sua carreira operacional, se tornando líder de esquadrilha e podendo coordenar uma missão mais complexa, explica o Capitão Antônio Augusto Silva Ramalho do Esquadrão Escorpião.

Esquadrões Foto Sgt Paulo Rezende Ag Força AéreaFoto Sgt Paulo Rezende Ag Força Aérea

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