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Força Aérea

Exercício no Chile marca cooperação entre as forças aéreas

Por Anderson Gabino      |     16/10/2014 às 16:48

Exe salitre 2014.4

Até a próxima sexta-feira (17/10), as forças aéreas da Argentina, do Brasil, do Chile, dos Estados Unidos e do Uruguai estarão juntas no exercício Salitre 2014 para treinar missões de guerra aérea. Mas essa operação de duas semanas não é uma oportunidade única de treinamento. Os países já são parceiros habituais de exercícios multinacionais semelhantes, como a CRUZEX, realizada no Brasil.

“Todos são exercícios bem organizados. A diferença entre eles é só a melhoria de detalhes”, elogia o Major Marco Aurélio Soares, em sua primeira Salitre, mas com experiência dos exercícios Red Flag, nos Estados Unidos, em 2008, e em todas as edições da CRUZEX, no Brasil, em 2002, 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2013.

Exe salitre 2014.3

Um exercício como esse não serve apenas para treinar pilotos. Na realidade, o trabalho de planejamento e coordenação começa quase um ano antes da primeira decolagem, intensifica durante o exercício e prossegue após os pousos.

O primeiro passo é a criação de um cenário fictício. No caso da Salitre 2014, o país vermelho teria invadido o país amarelo, e por esse motivo, após uma resolução das Nações Unidas, o país azul liderou uma coalizão para reestabelecer a paz. Não é coincidência: parece muito com conflitos recentes, como a Guerra do Golfo, em 1991.

Exe salitre 2014

Em seguida, no contexto do mundo real, é dividido quem irá atuar para cada lado. Na Salitre 2014, as forças “vermelhas” são compostas só por aeronaves chilenas: caças F-16. Já pela coalizão, as forças “azuis”, são internacionais: há os A-4AR da Argentina, F-5EM do Brasil, F-16 do Chile, F-16 dos Estados Unidos e A-37B do Uruguai. Também participam aeronaves de reabastecimento em voo.

Antes de cada missão, todos os tripulantes se reúnem para o “Mass Briefing”, uma reunião geral para definir cada aspecto dos voos. Após os combates, os pilotos vão para o “Shot Validation”, onde em um telão, computadores reproduzem o cenário do combate, como o posicionamento das aeronaves e o uso simulado de armamentos. É o momento dos pilotos comentarem suas ações e aprenderem com os erros e acertos.

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“Em um exercício como esse, na realidade, o que importa são os processos. Um país pode participar até com helicópteros, mas só o fato de estar inserido no contexto, haverá aprendizado”, explica o Coronel Paulo Roberto Moreira de Oliveira, também com experiência como piloto de caça e organizador de exercícios CRUZEX.

O Animation Team, ligado diretamente à Direção do Exercício, é responsável por dar continuidade à história fictícia do conflito entre as forças azuis e vermelhas. A cada dia, o nível de dificuldade pode aumentar ou diminuir, dependendo das missões realizadas. O sucesso na simulação de destruição de baterias antiaéreas, por exemplo, significa menos oposição inimiga na manhã seguinte.

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Apesar de praticamente todos os participantes da Salitre dominarem o espanhol, toda a conversação acontece em inglês: é esse o padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN. A estrutura de comando e controle também segue um padrão internacional. “Se nós precisarmos atuar, estaremos prontos”, resume o Brigadeiro do Ar Mário Luís Jordão, chefe da delegação brasileira.

No Brasil, a CRUZEX já teve sede nas cidades de Canoas (RS), em 2002, e em Anápolis (GO), em 2006. Todas as demais edições aconteceram a partir de Natal (RN). Em 2013, o exercício teve seu recorde de participantes: foram 92 aeronaves e mais de três mil militares de oito países.

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Já as participações brasileiras na Salitre aconteceram em 2004, com caças F-5E, e em 2009, com caças A-1.

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