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Força Aérea

Missão de troca da Bandeira Nacional irá requerer a integração de especialistas

Por Anderson Gabino      |     18/11/2014 às 13:00

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Diferentes unidades da Força Aérea Brasileira sediadas em Manaus (AM) trabalham em conjunto para cumprir a missão da troca da Bandeira Nacional no Pico da Neblina. Na tarde desta segunda-feira (17/11), a Unidade Celular de Intendência (UCI) e o Esquadrão Harpia (7°/8° GAV) realizaram uma missão de reconhecimento no local planejado previamente para a montagem do acampamento na base da montanha mais alta do Brasil.

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O objetivo foi verificar a disponibilidade de pouso do helicóptero H-60 Black Hawk para o desembarque do material necessário para erguer as barracas e acolher o grupo de 13 militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN) que estão caminhando no meio da mata. Eles chegarão no ponto, chamado de Bacia do Gelo, no terceiro dia da jornada, previsto para quarta-feira (19).

A área fica a 1.997 metros de altura. A partir desse ponto o frio intensifica e o corpo começa a sentir os efeitos do ar rarefeito. O apoio para o pernoite antes da última, e mais difícil, etapa da escalada será fundamental para a recuperação dos militares.

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Colocar o material adequado no lugar certo permite oferecer mais qualidade de vida para o combatente, explica o chefe da UCI, Tenente Adson Mendes de Almeida. “A gente tem que estar pronto para cumprir a missão com qualquer cenário. Se não fosse possível pousar teremos que descer o material de guincho”, analisa.

De difícil acesso, entre dois paredões de pedra, a região impõe restrições para a operação do helicóptero. “Demanda muito planejamento em relação a capacidade de peso da aeronave. É tudo contabilizado na ponta do lápis”, afirma a comandante da aeronave, Tenente Déborah de Mendonça Gonçalves, primeira piloto brasileira de Black Hawk.

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A preocupação da tripulação com o peso que o H-60 poderá levar está diretamente relacionada com a altitude. A distância é curta, cerca de 20 milhas (36 km) para atingir o Pico, contornando as montanhas, porém, a altitude de 2.400 metros (8 mil pés) tem ar rarefeito. “O motor trabalha com ar. Quanto mais alto, menos ar. Então precisa de mais potência para manter a rotação”, explica.

Considerando a dificuldade de acesso, a temperatura e, principalmente, a meteorologia que muda a todo instante, esta é uma das missões mais difíceis. “Estamos acostumados a operar na Amazônia, mas aqui é diferente de tudo. É montanhoso e as nuvens se movem com uma velocidade impressionante na região do Pico”, finaliza observando a camada baixa de nuvens, enquanto aguarda a meteorologia mudar para permitir a decolagem.

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Experiência amazônica

Com 14 anos de experiência em operações na região amazônica, o Sargento Neiel da Costa Silva, já vivenciou as situações mais diversas. A mais desafiadora foi durante a Ágata 4, quando um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira foi instalado sobre uma balsa e percorreu o Rio Negro realizando cerca de 3 mil atendimentos médicos as comunidades ribeirinhas.

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Precisamos adaptar para que o material das barracas pudessem ter resistência ao calor da superfície da balsa, recorda Neiel. Após o período da operação, o hospital sobre a balsa ainda ficou por 60 dias atendendo a população de Carreiro da Várzea que sofreu com uma das maiores cheias do rio.

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