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Geopolítica

Forças Aéreas latino-americanas firmam acordo de cooperação para combater o crime organizado

Por Anderson Gabino      |     26/08/2014 às 12:59

Cooperação militar

Comandantes das Forças Aéreas latino-americanas recentemente concordaram em fortalecer a cooperação internacional para combater o crime organizado transnacional e ajudar as populações civis em desastres naturais. Esses foram os dois acordos definidos na 54ª Conferência dos Chefes das Forças Aéreas Americanas (CONJEFAMER) em Medellín, Colômbia.

Dezessete dos 20 países-membros da CONJEFAMER participaram da cúpula, além de três outros países convidados como observadores e duas organizações internacionais: a Academia Interamericana das Forças Aéreas (IAAFA) e a Junta Interamericana de Defesa (JID).

Os 20 países-membros que compõem a CONJEFAMER são Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Nicarágua, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela, Argentina, Bolívia, Brasil, Estados Unidos e Canadá. O comandante da Força Aérea Colombiana, General Guillermo León, liderou a conferência.

A importância da cooperação

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, abriu a conferência falando da importância da cooperação em assuntos de segurança. Além de liderar a conferência, o General León apresentou um discurso na abertura do evento.

“É uma oportunidade maravilhosa ter tantos comandantes de Forças Aéreas (aqui)”, disse Leon, de acordo com a Rádio Santa Fé. “Nós temos outra oportunidade de renovar o acordo para ter auxílio e reiterar o compromisso de trabalhar juntos pela paz de nossos povos e por um futuro melhor para nossas nações americanas.”

Os comandantes que compareceram à conferência concordaram em proteger o espaço aéreo do hemisfério contra as organizações criminosas transnacionais, das quais algumas transportam drogas em aviões próprios.

Ao final da conferência de três dias, os comandantes das Forças Aéreas americanas firmaram “laços de fraternidade e sinergias de cooperação”, disse a Força Aérea Colombiana em nota à imprensa.

No dia da cerimônia de encerramento, a Força Aérea Colombiana relatou que os líderes militares também definiram estratégias para manter a segurança no continente.

Protegendo a população civil

Planejar estratégias para garantir a segurança de civis contra as organizações criminosas internacionais, nas quais “o comércio de drogas continua a ser o mais representativo”, foi um importante segmento da conferência, disse Javier Rincón, analista de segurança que pesquisa e leciona sobre legislação militar na Universidad Javeriana.

“O acordo definido pelas Forças Aéreas no que diz respeito à cooperação conjunta em caso de guerra e desastres naturais é especialmente digno de nota”, disse Rincón.

Para os países andinos, fornecer segurança na ocorrência de desastres naturais – como terremotos e tsunamis – é um desafio constante.

De acordo com relatório emitido pela Força Aérea Colombiana, 11 oficiais que compareceram à conferência assinaram o acordo de cooperação e assistência mútuas em relação a esses desastres.

O acordo estabelece um quadro regulatório geral, usualmente aplicado aos membros do Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), para facilitar a participação desses membros em operações aéreas combinadas a serem determinadas e desenvolvidas em situações de desastre geradas por eventos naturais ou destruição causada pelo homem.

Além do acordo detalhado de cooperação militar para proteger civis em desastres naturais, os comandantes concordaram em fortalecer os sistemas de informação e telecomunicação das Forças Aéreas na região.

Os comandantes também decidiram que cada Força Aérea deve individualmente mostrar reciprocidade em questões referentes à educação e a ações de preservação do meio ambiente.

Visita dos comandantes ao CACOM-5

Os comandantes que compareceram à conferência também visitaram o Comando Aéreo de Combate Nº 5 (CACOM-5) Vale de San Nicolás, Antioquia, onde conferiram uma exposição estática dos avanços da instituição em ciência e tecnologia.

O CACOM-5 é uma das unidades responsáveis por realizar operações aéreas que garantem a segurança e a proteção da soberania nacional da Colômbia.

No CACOM-5, os oficiais observaram uma das aeronaves C-130 Hércules, o novo avião Harpia IV modernizado por membros da Força Aérea Colombiana, aeronaves de combate Super Tucano e aviões Gran Caravan equipados para assistência médica, utilizados para transportar pessoas feridas das regiões mais remotas do país para hospitais.

Até 2019, o CACOM-5 será equipado aeronaves de combate que possuirão tecnologia para receber informações em tempo real, assim irá atender às amplas exigências de segurança do país. A aeronave ajudará as forças de segurança proteger a infraestrutura do Estado, como estradas e pontes, assim como propriedades privadas.

Colômbia assina nove acordos

Durante a conferência, a Colômbia assinou nove acordos de segurança transnacional com diversos países, de acordo com o jornal El Tiempo. Esses acordos fortalecem a defesa contra o tráfico de drogas e armas, além da lavagem de dinheiro.

“Com as novas propostas, objetivos firmes e o compromisso inabalável dos comandantes das Forças Aéreas americanas de trabalhar para o bem-estar, o progresso e a segurança das nações irmãs do hemisfério, a conferência da CONJEFAMER foi encerrada”, disseram os oficiais no último dia do encontro. A conferência é a continuação de um plano de cooperação que teve início há 53 anos.

Os oficiais reuniram-se para a primeira edição da CONJEFAMER em 16 de abril de 1961, na Base Aérea Randolph, em San Antonio, Texas. Catorze comandantes de Forças Aéreas do continente americano participaram da conferência inaugural. No mesmo ano em que ocorreu a primeira CONJEFAMER, estes mesmo 14 Comandantes das Forças Aéreas das Américas criaram o Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), para fortalecer a cooperação e o apoio mútuo entre os estados-membros.

Desde a sua criação, o SICOFAA trabalha para promover o intercâmbio de experiências, recursos e treinamento entre seus membros. A organização também promove a utilização integrada dos meios aéreos como elementos de vital importância para a defesa nacional, de acordo com uma nota à imprensa da Força Aérea Colombiana.

Esta é a terceira vez que a Colômbia é anfitriã da CONJEFAMER. A última vez que o país sediou a conferência havia sido em 1991.

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