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Internacional

Consórcio Kalashnikov mira países em desenvolvimento

Por Anderson Gabino      |     09/10/2014 às 15:55

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O consórcio Kalashnikov está passando por uma modernização radical. Novas tecnologias devem resultar na diminuição dos custos de mão de obra e no aumento dos lucros. Além disso, devido às sanções, os mercados tradicionais foram perdidos e estão sendo substituídos por países da Ásia, África e América Latina.

Em nota no site da estatal Rostec, à qual pertence o consórcio Kalashnikov, o presidente da corporação Serguêi Chemezov anunciou o investimento de US$ 126 milhões na modernização das fábricas até 2017. Nos planos está não só a renovação do parque de máquinas, bem como o desenvolvimento de novas tecnologias.

Com a implantação do programa, que já teve início na usina da cidade de Ijevsk, espera-se o aumento da produtividade de trabalho, a redução de gastos e a independência de algumas áreas de produção. O consórcio prevê também triplicar o volume de produção de armas de fogo, chegando a 1.900.000 unidades/ano.

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Na esteira de implantação de novas tecnologias, a estratégia de exportação do Kalashnikov também mudará. Devido às sanções impostas pela UE e EUA, o consórcio perdeu seus mercados habituais. A esmagadora maioria de fornecimento de suas armas de fogo permitidas para civis era vendida aos Estados Unidos e à Alemanha, que atualmente estão fechados para a produção da empresa.

Após a implementação de sanções, o preço do fuzil de assalto АК-47 nos EUA subiu para US$ 1000.“Os países da América Latina, da Ásia e África podem ser nossos potenciais compradores. O aproveitamento desses mercados permitirá distribuir o volume de armas fabricadas para a exportação, sem baixarmos os índices financeiros e de produção”, declarou aos jornalistas Aleksêi Krivorutchko, diretor-geral e acionista do consórcio Kalashnikov.

Nos mercados onde as armas estão permitidas, o consórcio pretende lançar, com base no fuzil Kalashnikov, três modelos novos de carabinas de caça e espingardas Saiga-MK107, Saiga-9 e modelo 340 de Saiga-12. A produção em série dessas armas está prevista para começar ainda este ano. 

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O programa de aperfeiçoamento técnico é uma continuação lógica das reformas econômicas no consórcio, garantem os responsáveis pelo consórcio. Em 2013, a Rostec entregou 49% das ações a investidores particulares a fim de aumentar a capacidade de concorrência dos produtos. O plano já teve resultados – no primeiro semestre de 2014, a produção de armas de fogo mais do que duplicou.

As receitas esperadas do consórcio para este ano estão na faixa dos US$ 225 milhões, contra os US$ 50 milhões registrados no ano passado. De acordo com a estratégia de desenvolvimento de armas de fogo até 2020, elaborada pela Rostec em parceria com o Ministério do Comércio Industrial, planeja-se elevar as receitas do setor até US$ 605 milhões. 

Prova de fogo

A iniciativa de modernização do consórcio Kalashnikov não exclui, contudo, o foco na fabricação de fuzis de assalto. Atualmente, uma nova arma, a AK-12, com cartucho de 7,62х39 mm, está sendo especialmente concebida para o Ministério de Defesa russo.

Em outubro deste ano, o órgão russo deve determinar qual complexo básico de fogo fará parte do equipamento do “soldado de futuro” russo, chamado de Ratnik (Guerreiro). Além do АК-12, o fuzil АЕК-971, da usina Degtiariov, em Kovrov, também está sendo cotado para a função.

A worker assembles an automatic rifle at the Izhmash firearms factory in Izhevsk

Segundo Semion Fedosséev, especialista independente em armas de fogo, as opções de fuzil de assalto refletem dois conceitos diferentes de aperfeiçoamento de armas individuais militares. No entanto, como ambos os modelos apresenta cartucho padrão de arma automática, de 5,45 mm, Fedosséev está certo de que a escolha por um desses fuzis não significará gastos excessivos em termos de munição.

Raio-x da disputa

O AK-12 se baseia em recarga acionada por gás, a exemplos de modelos anteriores. Embora esse sistema proporcione tiros pouco agrupados, foram tomadas algumas medidas na elaboração da AK-12 para melhorar não só o agrupamento de tiro, como também os índices ergonômicos. Além disso, foram aperfeiçoados canos, inclusive rotativos, e ferrolhos. Foram aplicadas ainda novas coberturas anticorrosão.

Paralelamente o АЕК-971, de construção mais complexa, tem maior agrupamento de tiro e dois tipos de peças móveis: da caixa de ferrolho e do balanceiro. Para a sincronização de movimentos, ambos são ligados por um eixo dentado e engrenagem. Os impulsos de movimento da caixa de ferrolho e do balanceiro se compensam mutuamente, e o atirador sente apenas o impulso de recuo da arma.

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