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Internacional

Novos mísseis ar-ar da classe K-100 garantirão o êxito da Russia em ações militares

Por Anderson Gabino      |     10/12/2014 às 14:05

Su-27

Mísseis russos de grande alcance ar-ar da classe K-100 são capazes de destruir misseis com que está armada a maioria de caças americanos, consideram peritos da edição americana The Daily Beast. Há muito que o Ministério da Defesa dos EUA não tinha como objetivo desenvolver e implementar métodos contemporâneos de luta radioeletrônica, escreve a edição. Por isso hoje os americanos podem enfrentar sérios problemas na contraposição aérea aos caças russos.

A distância de alcance é mais um ponto fraco de mísseis americanos. O míssil teleguiado russo K-100, que tem também outro nome de K-172, é capaz de desenvolver velocidade hipersônica, tendo o alcance previsto de cerca de 400 quilômetros.

Contudo, como fora comunicado anteriormente, apesar de tais caraterísticas, a Força Aérea da Rússia preferiu ao K-172 o míssil K-37M (codificado pela OTAN como o AA-X Arrow) da classe ar-ar de maior alcance, produzido pela empresa Vympel. O engenho está destruindo alvos que voam ao seu encontro e, após receber coordenadas, é dirigido por um sistema de navegação por inercia (INS) sendo invisível pela vítima.

Su-30MK+Kh-31-2

Provavelmente, em opinião de peritos, os americanos não reconhecerão incondicionalmente a primazia dos mísseis russos ar-ar em relação aos análogos americanos. As declarações referidas assentam numa outra razão. Até ultimamente, mesmo a possibilidade de confrontação militar entre a Rússia e os EUA não foi levada em consideração. Tal caso foi excluído, aponta o diretor do Centro de Pesquisas Sociopolíticas, Vladimir Evseev:

“Agora, porém, os EUA começaram a reforçar a sua presença imediatamente na proximidade de fronteiras russas. Em particular, aviões do tipo F-16 já se encontram nos países bálticos, tendo por missão acompanhar bombardeiros estratégicos russos. Nessas condições, os EUA começaram a estudar mais atentamente a possibilidade da confrontação com caças polivalentes que estão em dotação das Forças Armadas da Rússia”.

Após o conflito armado com a Geórgia em 2008, a Rússia alcançou importantes êxitos no desenvolvimento dos meios de luta radioeletrônica (LRE). Por isso, referindo-se à necessidade de elaborar novos mísseis da classe ar-ar, podemos falar não apenas da distância de tiro – os americanos, provavelmente, também dispõem de misseis capazes de atingir alvos a uma distância de até 200 quilômetros”, destaca Vladimir Evseev.

Air Power Australia Website

“Não se trata, provavelmente, de distância de tiro, mas sim de proteção contra os meios de LRE. Nesta área, a Rússia alcançou grandes êxitos. Como exemplo, pode ser mencionado o sistema Avtobaza que foi fornecido ao Irã e se recomendou perfeitamente na Crimeia como um meio de intercessão de drones americanos”.

Hoje, os mísseis russos da classe ar-ar podem ser equiparados aos análogos estrangeiros pela distância de tiro, considera o perito. Provavelmente, a Rússia tem uma certa vantagem no que diz respeito às potencialidades de operação em condições de LRE. Atualmente, é necessário aperfeiçoar sistemas de indicação de alvos, de orientação e de comando combativo, o que reforçará as potencialidades de intercessão de alvos aéreos pela aviação militar russa.

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