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Marinha

Dia do Submarinista – 100 anos da Força de Submarinos da Esquadra

Por Anderson Gabino      |     17/07/2014 às 17:48

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Em 17 de julho de 1914 era criada, por decreto do Exmo. Sr. Almirante Alexandrino de Alencar, a Flotilha de Submersíveis, ficando subordinada administrativamente ao então Comando da Defesa Móvel do Porto do Rio de Janeiro. Em 1928, foi alterado o seu nome para Flotilha de Submarinos e, por fim, no ano de 1963, denominada Força de Submarinos.

Esta secular Organização Militar singrou uma existência de densa e efetiva evolução na operação e manutenção de variadas classes de submersíveis e submarinos, logrou assimilar o controle das atividades de escafandria, mergulho saturado, mergulho de combate, socorro e salvamento de submarinos sinistrados e medicina hiperbárica e, ainda, a formação, o aperfeiçoamento e a especialização do seu pessoal, acumulando conhecimento e desenvolvendo capacidade própria de emprego da arma.

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O avanço tecnológico observado no desenrolar da Primeira Guerra Mundial propiciou profunda transformação no submarino. O submarino não mais se confinava ao papel defensivo, afirmara-se como arma dissuasória por excelência.

As Ações de Submarinos exploram a capacidade de detecção passiva e poder de destruição deste meio naval e concorrem para a consecução das Tarefas Básicas do Poder Naval, sendo a negação do uso do mar a que hoje organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos, a estratégia de defesa marítima do Brasil.

Tais Ações podem ser atribuídas a qualquer submarino de ataque, convencional ou nuclear, armado com torpedos e/ou mísseis táticos e minas. O confinamento da tripulação em espaços reduzidos e o exercício de atividades de risco por tempo prolongado constituem fatores relevantes.

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O mergulho, por sua vez, teve sua expansão fortemente associada ao salvamento e ao emprego militar. O desenvolvimento mais necessário compreende aumentar a capacidade do mergulhador de permanecer submerso e em condições de realizar trabalho.

O mergulho de combate emprega técnicas operacionais não usuais em ambientes litorâneos e ribeirinhos.

O sigilo, a rapidez, a surpresa e a agressividade são características essenciais para o êxito no exercício desta complexa atividade. No que concerne à medicina hiperbárica, a Marinha do Brasil, por meio da Força de Submarinos e de seu sistema de saúde, é reconhecida como a entidade no País mais antiga e tradicional de realização e referência neste tipo de área de atuação médica, com aplicação intensiva em acidentes específicos de mergulho que necessitam de tratamento recompressivo para tratar doenças descompressivas e embolia traumática pelo ar.

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A Força de Submarinos é, pois, morada da abnegação, da devoção extrema, do amplo sacrifício em prol do aprestamento adequado ao cumprimento de sua destinação. Sua trajetória centenária está marcada por sobrepujar desafios e aí reside o que nos credencia a absorver a preparação e a capacitação requeridas para operar o primeiro submarino com propulsão nuclear projetado e construído no País, por brasileiros.

Viva a flotilha de Submarinos!
“USQUE AD SUB ACQUAM NAUTA SUM”
(Somos Marinheiros até debaixo d’água)

comfors

Contra-Almirante MARCOS SAMPAIO OLSEN
Comandante da Força de Submarinos da Esquadra

FONTE : www.mar.mil.br/forsub

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