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Marinha

Fuzileiros Navais testam novo lançador de foguete durante Operação Formosa

Por Anderson Gabino      |     08/11/2014 às 10:41

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Com uma operação anfíbia simulando a captura de um chefe de praia em um litoral hostil, a Marinha do Brasil concluiu a Operação Formosa. O evento, que encerrou um ano de treinamento para os marinheiros do país, reuniu 1.900 soldados no estado de Goiás.

A última rodada de treinamento teve quatro fases: envio de soldados do Rio de Janeiro para Brasília; oficinas onde os batalhões foram agrupados por área específica; táticas, incluindo simulação de uma situação de crise; e, por último, a fase de demonstração.

Além do uso de aeronaves, como jatos de combate, armamento antiaéreo e veículos blindados para transporte de tropas, a simulação destacou o Sistema Múltiplo de Lançamento de Foguetes Astros e o Radar SABER M60, que pode detectar e identificar simultaneamente vários alvos em um raio de até 60 km. Tanto o Sistema Astros como o Radar SABER são fabricados no pais e foram adquiridos pela Marinha em 2013.

“Nosso lançador de foguetes múltiplos é uma arma que, efetivamente, melhora a Força de Fuzileiros”, disse o comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, vice-almirante Washington Gomes da Luz Filho.

O treinamento é realizado com munição real e essencial para que a Força de Fuzileiros da Esquadra possa manter sua principal característica: ser uma força expedicionária de preparação rápida. “Só há uma maneira para que as tropas sejam consideradas prontas. Não é só pelo treinamento; é com o treinamento com munição real. Não é bom treinar em locais onde não podemos atirar com munição verdadeira.”

‘Indispensável’

O campo de treinamento de Formosa, localizado a 1.600 km do Rio de Janeiro e a 80 km de Brasília, pertence ao Exército e é usado pela Marinha nos últimos 25 anos. Nos últimos sete anos, o treinamento todas as áreas operacionais da Marinha, com armas e homens.

Embora o campo não tenha mar, o que pode dificultar a simulação de ações anfíbias, ele tem algo que compensa: as instalações proporcionam abrigo, com tendas, água e tratamento de esgoto localizados bem próximo do local de treinamento. E o campo é enorme, cobrindo 1.352 quilômetros quadrados.

“Esta área é o único local onde temos as condições necessárias para colocar dois mil marinheiros – ou seja, uma brigada anfíbia – e, além disso, podemos usar sob condições reais cada armamento do arsenal da Marinha, de 556 fuzis, que são armas individuais para combate anfíbio, até o sistema de lançamento de foguete Astros, que pode atingir um alvo a até 80 km de distância”, disse o vice-almirante Washington Gomes da Luz Filho.

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Para movimentar os marinheiros e armamentos com segurança, três detalhes de apoio logístico foram programados. Quando os veículos chegavam aos pontos de apoios, era realizada a manutenção enquanto os viajantes descansavam. A transferência ocorreu de 3 a 17 de outubro.

É quando o risco de acidentes é mais alto: não durante os exercícios, mas na transferência dos soldados. No entanto, nos últimos anos, a taxa de acidentes foi quase zero.

Ações

Desde abril, 400 marinheiros participaram da missão Garantia da Lei e da Ordem no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Além disso, cerca de 200 marinheiros ainda servem na força de paz no Haiti; e, desde 2011, 20 participam de operações de paz no Líbano.

Em 2010, a força juntou-se a operações humanitárias no Chile depois do terremoto. Em 2011, quando houve um forte deslizamento de terra na região montanhosa do Rio de Janeiro, eles participaram de operações de ajuda humanitária em Nova Friburgo.

Em São Domingos, Cabo Verde, os marinheiros serviram como força de paz, com o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA). De 1990 a 1992, com a Organização das Nações Unidas (ONU), os marinheiros estavam presentes na América Central como observadores militares para a desmobilização de grupos guerrilheiros da Nicarágua.

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