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Ministério da Defesa

DEFESA NA COPA – Os eixos de atuação das Forças Armadas

Por Anderson Gabino      |     03/06/2014 às 13:00

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A segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 abrange a atuação em dois vetores que se integram e complementam: o de defesa propriamente dito, sob a responsabilidade do Ministério da Defesa, via Forças Armadas, e o de segurança pública, a cargo dos órgãos que atuam nesse setor.

Ambos trabalham em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), encarregada de fornecer avaliações permanentes de risco. Cada um desses entes tem papel definido e atua de modo articulado com os demais.

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No caso da Defesa, compete ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) a responsabilidade de coordenar a atuação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em dez setores estratégicos.

Defesa Aeroespacial e Controle do Espaço Aéreo

Para assegurar a fluidez do tráfego e garantir a segurança do espaço aéreo, o Comando da Aeronáutica irá promover ações especiais de controle no período da Copa.

O planejamento abrange a criação de três zonas de exclusão aérea nos locais de realização dos jogos: uma “área branca”, reservada; “amarela”, restrita; e “vermelha”, proibida. O período de ativação das áreas de exclusão dependerá do horário das partidas.

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O objetivo é minimizar impactos decorrentes da flutuação do equilíbrio entre capacidade e demanda, garantindo a segurança das operações, bem como a regularidade e pontualidade dos voos.

Proteção de estruturas estratégicas

As Forças Armadas vão proteger toda e qualquer estrutura estratégica relacionada à realização do Mundial. O objetivo é garantir a integridade de instalações e serviços que, se interrompidos, provocariam sério impacto à realização desses eventos.

Areas de segurança

Alguns exemplos são subestações de energia elétrica e abastecimento de água, torres de telecomunicações, portos e aeroportos, as avaliações de risco indicarão estruturas essenciais que receberão segurança reforçada para que seu funcionamento seja assegurado.

Defesa marítima e fluvial

Ações de patrulha e inspeção naval, entre outras medidas de segurança, serão adotadas pela Marinha do Brasil contra ameaças vindas do mar e o uso indevido das vias fluviais, como a circulação de embarcações suspeitas.

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Mergulhadores de combate e fuzileiros navais estarão de prontidão para atuar, caso necessário, em ações de retomada e resgate com foco na desativação de artefatos explosivos e em operações de interdição marítima. Plataformas de petróleo e terminais petrolíferos também serão resguardados.

Cooperação nas fronteiras

Militares das Forças Armadas vão apoiar a atuação de agentes da Polícia Federal na proteção dos 16,8 mil km de fronteiras terrestres brasileiras com dez países sul-americanos.

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Para blindar a realização do Mundial, foi realizada uma nova edição da Operação Ágata, com foco no combate a ilícitos transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando, tráfico de armas e munições, crimes ambientais e imigração ilegal. A operação inclui ações de bloqueios de rodovias montadas em pontos estratégicos ao longo de toda a fronteira.

Fiscalização de explosivos

Para coibir a prática de furtos e desvios de explosivos – utilizados, sobretudo, em ataques a bancos e caixas eletrônicos –, o Exército Brasileiro iniciou operações para intensificar a fiscalização e o controle do comércio desse tipo de material.

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Em reforço às inspeções que ocorrem regularmente, cerca de 300 organizações militares vão vistoriar minuciosamente empresas autorizadas, depósitos e pontos de comercialização. As ações de fiscalização ocorrerão em todo o território nacional, nos locais que apresentam indícios de atividade irregular ou ilegal com explosivos.

Emprego de helicópteros

As Forças Armadas utilizarão helicópteros para operações de defesa aeroespacial, apoio a missões terrestres e ações de contraterrorismo. Também atuarão no patrulhamento de locais de interesse, por meio de sensores e câmeras “olho de águia”.

Hawk Eye

Em situações específicas, os helicópteros poderão ser utilizados ainda no apoio ao deslocamento de tropas.

Segurança e defesa cibernética

Sob comando do Exército, o Centro de Defesa Cibernética vai realizar ações de caráter preventivo ou repressivo contra ameaças que coloquem em risco a segurança de sistemas que sustentam estruturas estratégicas nacionais envolvidas na realização do Mundial.

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Esse acompanhamento não abrangerá sistemas de tecnologia da informação e comunicações de organizações privadas, focando exclusivamente a proteção contra incidentes de segurança de redes que possam afetar diretamente o desenrolar da competição.

Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear

Militares especializados em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear vão vistoriar e fazer a varredura de todos os locais diretamente envolvidos na realização do Mundial. A ação inclui estádios, centros de treinamento, hotéis, aeroportos, bases aéreas e comboios das delegações oficiais.

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A operação irá certificar a inexistência de material suspeito que coloque em risco a vida dos cidadãos. Munidos de equipamentos especiais, os militares estão aptos a realizar também ações de descontaminação de agentes nocivos, prejudiciais à saúde.

Prevenção e Combate ao Terrorismo

Especialistas das três Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – atuarão em conjunto no combate ao terrorismo, conforme protocolos de incidentes elaborados especialmente para o Mundial.

BOPE

Aptos a lidar com situações extremas, os militares atuarão em atividades delicadas, como o desarme de bombas e artefatos químicos e radiativos. A ação abrange a cooperação com agentes de órgãos com capacidade operacional e atribuição legal para agirem nessas situações, incluindo a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

Força de contingência

Além do apoio à matriz de segurança da Copa, militares das Forças Armadas estarão de prontidão para atuar, de forma episódica, em situações de crise, em coordenação com os órgãos de segurança pública e a defesa civil.

Caso o governador do Estado solicite e a Presidência da República autorize esse emprego emergencial das tropas, os militares atuarão no sentido de assegurar a ordem pública, o funcionamento dos serviços essenciais e o exercício dos poderes constituídos.

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Para a eventualidade dessa cooperação específica, as Forças Armadas manterão em condições de serem empregados, aproximadamente, 21 mil homens treinados e adestrados.

Defesa na Copa

As tropas poderão agir tanto no intuito de reforçar o esquema de segurança provido pelos órgãos de segurança pública, quanto no de assumir o controle operacional em situações que assim o exijam.

FONTE : Comando Militar do Leste/copa2014.defesa.gov.br

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