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Mercado & Indústria

Empresa vende drone polêmico que dispara spray de pimenta

Por Anderson Gabino      |     20/06/2014 às 11:46

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A fabricante sul-africana Desert Wolf, lançou uma pequena aeronave não tripulada, que dispara balas de spray de pimenta, e a mesma firma que já vendeu a primeira leva de aparelhos. A empresa com base na África do Sul, disse à imprensa que já fechou a venda de 25 unidades da aeronave para uma mineradora depois de fazer uma demonstrações com o aparelho em uma feira de tecnologia.

Segundo a empresa, o drone é uma aeronave de “controle de tumultos” e que pode enfrentar multidões “sem colocar em risco as vidas dos seguranças”. O site da empresa Desert Wolf afirma que o drone octacóptero Skunk tem quatro dispositivos do tipo usado em armas de paintball, cada um com capacidade para disparar até 20 balas por segundo.

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Além da munição com spray de pimenta, a companhia afirma que o drone também pode ser carregado com balas de plástico e projéteis com tinta, a máquina pode levar até 4 mil balas de uma vez e também um tipo de laser que emite luz cegante, além de um alto-falante que pode transmitir alertas para a multidão.

“Recebemos um pedido para 25 unidades (…). Não podemos revelar (o nome do) cliente, mas posso dizer que será usado por uma companhia mineradora internacional”, disse o diretor da Desert Wolf, Hennie Kieser.

Kieser também afirmou que há outros clientes interessados, alguns são companhias de segurança da África do Sul, indústrias e polícias de outros países. Agora, a companhia pretende convidar outros clientes em potencial para demonstrações do drone na África, Europa e Américas.

Questão de segurança

Para Kieser, o drone Skunk foi desenvolvido devido aos riscos que equipes de segurança enfrentam atualmente.

“Não podemos deixar acontecer outro Lonmin Marikana e, sem policiais a pé, usando tecnologia não letal, acredito que todos ficarão mais seguros”, disse.

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Lonmin Marikana é uma referência a uma greve e uma manifestação que acabou em violência em uma mina de platina na África do Sul em 2012, resultando em 44 mortos. A maior parte dos mortos era de trabalhadores, mas policiais locais também morreram.

Kieser afirmou, no entanto, que a mina de Lonmin Marikana não é um dos clientes que já encomendou o drone.

Mas nem todos parecem aprovar o uso deste tipo de dispositivo para controle de manifestações.

Noel Sharkey, presidente do grupo ativista Comitê Internacional para Controle de Armas Robóticas, afirmou que o uso destes drones representa um risco de “autoritarismo e a repressão de protestos”.

“Disparar bolas de plástico ou balas de plásticos do ar vai mutilar e matar. Usar spray de pimenta contra uma multidão de manifestantes é uma forma de tortura e não deveria ser permitido”, disse.

“Nós precisamos urgentemente de uma investigação da comunidade internacional antes que estes drones sejam usados”, acrescentou.

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