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Exército

Brasil expande seu arsenal de defesa antiaérea

Por Anderson Gabino      |     04/05/2015 às 9:35

2113-img4-650_431Por Andréa Barretto

Até o final de 2015, todos os Grupos de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro estarão suficientemente equipados com os radares SABER M 60. Concebido pelo próprio Exército e fabricado pela empresa nacional Bradar, o sensor tem alcance de até 60 quilômetros. Seu desenvolvimento representa mais um passo em direção ao fortalecimento da capacidade do país de assegurar a sua defesa antiaérea.

É com esse objetivo que trabalha o Projeto Estratégico de Defesa Antiaérea, criado em 2010. “Esse projeto é parte do processo de transformação do Exército, que impõe que os projetos estratégicos apresentem novas capacidades à Força Terrestre”, diz o Coronel Edson Ribeiro dos Santos Júnior, que integra a equipe do Defesa Antiaérea, gerenciado pelo General de Brigada João Chalella Júnior.

Sistemas de radares detectam ameaças em diferentes distâncias

O radar SABER M 60 é um sensor de busca. Ele envia seus dados a um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea, onde a informação é processada. Caso uma ameaça seja detectada, a equipe abrigada no Centro de Operações pode decidir imediatamente pelo lançamento de um míssil contra o alvo.

De acordo com o Coronel Edson Ribeiro, em 2015 serão entregues ao Exército mais cinco desses radares. A quantidade será suficiente para suprir a necessidade dos Grupos de Artilharia Antiaérea e para começar a equipar as Baterias Antiaéreas orgânicas das Brigadas de Infantaria e Cavalaria. O Projeto de Defesa Antiaérea também prevê o desenvolvimento do radar SABER M 200, cujo protótipo deve ficar pronto até dezembro deste ano.

Montagem-Radar-SABER-M60

Como o nome sugere, esse sensor tem alcance maior que o M 60, de aproximadamente 200 quilômetros. Assim, permite o alerta antecipado de ameaças, o que proporciona um tempo de reação também maior. Por conta dessa capacidade, é considerado um radar de vigilância. Assim como o M 60, o radar SABER M 200 funciona em conjunto com os Centros de Operações de Artilharia Antiaérea.

Construção de centros de operação

Em sua primeira fase, iniciada em 2010, o Projeto de Defesa Antiaérea entregou à Força Terrestre não apenas radares, mas também Centros de Operações de Artilharia Antiaérea, sistemas de armas de baixa altura (RBS 70 e GEPARD), equipamentos de comunicação, viaturas operacionais e capacitação. O projeto deve continuar até 2030.

Um objetivo fundamental da iniciativa é expandir a Artilharia Antiaérea por meio da criação de novas unidades. Duas delas já se encontram na fase de implementação: o 12º Grupo de Artilharia Antiaérea, em Manaus (Amazonas), e o Batalhão de Manutenção e Suprimentos de Artilharia Antiaérea, em Osasco (São Paulo). A construção da estrutura física do 12º Grupo começará pelo quartel, que deverá ser concluído até outubro para abrigar os primeiros militares do Grupo.

RBS-70

As autoridades militares também planejam reformar as instalações do Batalhão de Manutenção e Suprimentos de Artilharia Antiaérea. Essa unidade integrará o sistema de apoio logístico à defesa antiaérea, formado por especialistas capazes de resolver problemas mais complexos de manutenção dos equipamentos, além de cuidar dos suprimentos necessários ao funcionamento desse aparato, como munição, combustível e lubrificante.

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse recentemente que o sistema de defesa aérea do Brasil está antiquado e que a atualização é necessária não apenas para fornecer segurança adequada aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, mas para a segurança nacional.

Sistemas de armas em baixa altura

Posicionar veículos de alta performance é outro importante componente do sistema de defesa antiaérea. Para garantir que o Exército tenha esse tipo de veículo, uma equipe de militares brasileiros testaram seis viaturas blindadas e não blindadas. Após movimentá-los pelo Campo de Provas de Marambaia para observar seu desempenho e verificar todo o seu sistema eletrônico, os soldados dispararam tiros dos dois canhões 35 mm que equipavam alguma destas viaturas, concluindo assim as etapas do teste de aceitação. Os veículos foram aprovados.

O sistema foi adquirido para atender à necessidade de recuperação da capacidade operacional de defesa antiaérea de baixa altura (até 3.000 metros de altitude). Ele é composto por carros de combate blindados, radares de busca e de tiro, computadores, rádios e munição. Em uma ação real, esses equipamentos são usados em conjunto, de forma inter-operacional.

Astros_Hawk_Sistema

O Exército já recebeu 29 desses sistemas. No ano que vem, serão entregues mais oito. Todas as unidades são destinadas a duas Baterias Blindadas: a 11ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada, localizada em Ponta Grossa, no Paraná, e a 6ª Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Treinamento para mais de 500 militares

Mobilizar armas sofisticadas exige treinamento. Os sistemas de armas que o Brasil está adquirindo sob o Projeto de Defesa Antiaérea incluem simuladores, necessários para o treinamento de militares que utilizarão as armas. A capacitação por meio de simuladores é realizada pelas unidades que recebem os equipamentos e pela Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, instituição de ensino localizada no Rio de Janeiro.

Também estão programados treinamentos maiores. Um deles está previsto para agosto no Campo de Instrução de Formosa (a 100 quilômetros de Brasília). A atividade deverá envolver mais de 500 homens por duas semanas e será conduzida pela 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea.

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“Esse treinamento não é o único do ano, mas é o que reúne todo mundo”, diz o Coronel. “A preocupação é com a padronização de procedimentos. A gente tem de garantir que todos falem a mesma a língua, que procedam da maneira como se tem de proceder.”

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