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Geopolítica

Colômbia terá acesso à tecnologia da OTAN para combater terrorismo

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A Colômbia recentemente deu um passo importante no sentido de concluir o estabelecimento de um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que envolve o compartilhamento de dados de inteligência para combater o terrorismo internacional.

Em 11 de setembro de 2013, o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, apresentou um projeto de lei ao Congresso para aprovar a ratificação do acordo de cooperação. Esse acordo foi estabelecido informalmente em 25 de junho de 2013, quando o Ministério da Defesa da Colômbia assinou o acordo de cooperação com a OTAN.

“Se nós conseguirmos conquistar a paz, o Exército estará numa situação em que poderá também se distinguir internacionalmente. Nós já estamos fazendo isso em várias frentes”, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, após o acordo ser assinado.

O acordo de cooperação foi assinado quatro meses após autoridades colombianas do setor de segurança comparecerem à conferência anual da OTAN “Construindo Integridade”, que ocorreu em fevereiro de 2013 em Monterey, Califórnia.

Acesso à tecnologia da OTAN 

Quando concluído, o acordo poderá dar a autoridades colombianas do setor de segurança acesso à tecnologia avançada da OTAN, como, por exemplo, simulações avançadas de computador de interdições marítimas.

A Colômbia e a OTAN não agendaram exercícios de treinamento ou outras atividades. Autoridades colombianas e representantes da OTAN discutirão a melhor maneira de otimizar o progresso do acordo, disse Alexander Vershbow, secretário-geral adjunto da OTAN.

“Nós damos as boas-vindas ao interesse da Colômbia em cooperar com a OTAN”, disse Alexander Vershbow. “Enquanto não existe um plano imediato para estabelecer uma parceria formal entre a Aliança e a Colômbia, nós estamos avaliando a possibilidade de realizar atividades específicas juntos.”

O acordo ajudará as forças de segurança colombianas a combater o terrorismo mundial, disse Pinzón.

“Esse acordo nos dá a possibilidade de promover o intercâmbio de informações com uma organização que inclui 28 das democracias mais reconhecidas do mundo”, ressaltou Pinzón. “Esses países também podem ter acesso à experiência da Colômbia de combate ao narcotráfico e ao terrorismo.”

Colômbia, um “ator mundial”

Segundo Pinzón, na última década, as forças de segurança colombianas forneceram treinamento sobre como combater o terrorismo mundial a autoridades do Afeganistão e países da América Latina, Caribe, Europa e África Ocidental. As forças de segurança colombianas treinaram mais de 15.000 soldados e policiais de mais de 40 países em como combater o narcotráfico e a prática de extorsão, e como agir em situações de interdição marítima e combate na selva.

As Forças Armadas e a Polícia Nacional da Colômbia conquistaram sua reputação por lutar contra o terrorismo, explicou Román Ortiz, diretor da Decisive Point, uma empresa colombiana de assuntos de segurança e defesa. Durante décadas, as forças de segurança do país lutaram contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

“A Colômbia hoje está agindo rápido como um ator mundial na exportação de know-how sobre segurança, construído ao longo de 50 anos combatendo os traficantes de drogas e grupos do crime organizado”, disse Ortiz. Em outubro de 2013, a Colômbia sediou uma conferência mundial sobre Direito Internacional Humanitário e uma Assembleia Geral da Interpol, em Cartagena.

Proeminência crescente

De acordo com Ortiz, as Forças Armadas e a Polícia Nacional da Colômbia possuem uma excelente reputação por serem eficazes e eficientes no combate ao terrorismo mundial e ao crime dentro do país. Ele explicou que essa reputação é o motivo pelo qual autoridades de segurança de outros países procuram treinamento oferecido pelos militares e pela polícia colombianos.

“A Colômbia desempenhou um papel proeminente cada vez maior em termos de treinamento policial na América Central, mas também criou fortes laços com países como o México, Peru e Chile através da Aliança do Pacífico”, salientou Ortiz. “Não há nada de estranho no fato da Colômbia buscar estreitar laços tanto com seus atuais parceiros latino-americanos assim como com os países-membro da OTAN.”

A Colômbia não é o único país cujas forças de segurança são conhecidas internacionalmente. Nos últimos anos, as Forças Armadas da Argentina e do Chile também forneceram apoio às tropas da OTAN na Bósnia-Herzegovina, ressaltou Ortiz.

Acesso à tecnologia avançada

De acordo com Ortiz, a Colômbia não poderá tornar-se um estado-membro da OTAN devido à sua localização geográfica. A Colômbia é membro da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), que é similar à OTAN.

“Na verdade, isso é bem claro. Uma aliança mais forte com as forças da OTAN dá à Colômbia acesso às avançadas técnicas de desenvolvimento tecnológico [da OTAN] e às suas melhores práticas em relação à transparência, ações humanitárias e fortalecimento do Exército”, disse Ortiz. “Por outro lado, a Colômbia oferece uma vasta experiência na utilização combinada de táticas policiais e militares para rastrear terroristas tanto em regiões rurais remotas quanto em selvas urbanas.”

Além de simulações em computador, a OTAN possui outra tecnologia que pode ser útil às forças de segurança colombianas. Por exemplo, em setembro de 2013, a OTAN testou um aparelho que faz parar veículos de homens-bomba suicidas antes que eles atinjam seus alvos. O dispositivo utiliza um raio eletromagnético de alta intensidade que desliga o motor de veículos. O teste do aparelho está programado para ser concluído em 2014, segundo relatórios publicados.

Cooperação internacional

Segundo autoridades da OTAN, as principais ameaças enfrentadas pelos países da OTAN incluem a proliferação nuclear, terrorismo, ataques cibernéticos, crime organizado, narcotráfico e a volatilidade de Estados falidos.

Para as autoridades da OTAN, a cooperação internacional é crucial para o combate a ameaças mundiais, como o terrorismo e o tráfico de drogas. Nesse sentido, a Colômbia possui uma forte experiência em lutar contra o narcotráfico e grupos, como as FARC e o ELN.

Autoridades da OTAN disseram à Diálogo que planejam mais ações conjuntas com a Colômbia em 2014.

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