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BAC se especializa em cinco áreas de atuação

Por Redação      |     09/11/2015

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Desde que foi criado, em 1955, o Batalhão de Ações com Cães (BAC) já teve cerca de 20 especialidades. No entanto, nos últimos anos, foram definidas cinco áreas estratégicas de atuação que culminaram na melhoria dos resultados apresentados pela unidade. Hoje, policiais e cães lotados no batalhão atuam na busca de armas, drogas explosivos; intervenções táticas; retomada e resgate de reféns; busca e captura; e controle de distúrbios civis. “Focamos nossos esforços nas áreas que teríamos melhores resultados e trariam maiores benefícios para a sociedade. Das diversas possibilidades de emprego do uso da força canina, vimos que teríamos mais êxito em cinco” afirmou o comandante do BAC, coronel Marcelo Francisco Nogueira Martins.

Na área de Busca de Armas e Drogas, o BAC aumentou em 70 vezes o número de apreensão (de 100 quilos, em 2010, para 7 toneladas até setembro de 2015). As prisões cresceram 18 vezes (de três para 54) e a apreensão de armas quase triplicou (de 26 para 75, no mesmo período). Os labradores Clint, Colt, Condor, Django e Diana nasceram no batalhão e foram os principais responsáveis pelo salto nas apreensões.

Já Chefe e Cléo, da mesma raça, atuam na Busca de Explosivos, uma especialidade exigida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para realização das Olimpíadas de 2016. Para exercer a atividade, eles tiveram 100% de aprovação nos testes realizados no batalhão, uma vez que a procura por explosivos é extremamente delicada. Ao identificar substâncias explosivas, os cães não podem latir ou correr, para garantir a segurança da equipe.

O setor de Intervenções Táticas atua em conjunto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Em uma possível crise, os pastores belgas de malinois Aquiles e Átila ajudam os policiais a imobilizar o sequestrador e liberar os reféns. O pastor holandês Ziah é o titular do setor de Busca e Captura de Pessoas. Com faro apurado para identificar odor humano, Ziah é especialista no rastreamento e imobilização em áreas de mata. O BAC também age em parceria com o Batalhão de Choque. Os cães são acostumados a atuar em grandes aglomerações e a pastora alemã Dani é um dos destaques do setor.

 Cães recebem cuidados especiais

Se o dia a dia de um policial militar é considerado agitado, o que dizer da vida de um cão da PM? Para eles, na verdade, tudo não passa de uma simples brincadeira, onde a recompensa é a verdadeira conquista. Porém, para ter o melhor amigo do homem ao lado para incursões em favelas, controle de distúrbios e outras especialidades, é preciso cuidados especiais e uma rotina seguida à risca.

Controlar a quantidade de ração ingerida é fundamental. Antes das operações, eles comem pouco, para não atrapalhar as atividades. “Para que o cão esteja 100% apto ao trabalho, ele precisa estar bem alimentado e plenamente saudável. A quantidade de comida é individualizada, de acordo com as necessidades de cada um. Nós fazemos um trabalho de medicina preventiva contra parasitas, vermes e as doenças mais comuns” explicou a capitã Priscila Naurat, veterinária da unidade.

Outra preocupação do BAC é com o descanso e condicionamentos físico e psicológico dos animais, que são rigorosamente avaliados antes e depois de cada ação. Como o ambiente e as condições em que os cães trabalham são muito variáveis, eles são treinados para não se distraírem com agentes externos à operação, como, por exemplo, um gato ou comida. Os animais do batalhão não são castrados. As exceções são os que precisaram passar pelo procedimento por causa de algum problema de saúde. No caso das fêmeas, quando estão no período do cio, que dura cerca de um mês, ficam fora dos trabalhos de campo. Normalmente, os animais tomam banho uma vez por semana. Já a limpeza de tártaro é feita, periodicamente, a cada seis meses.

FONTE: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Por: Nilo Junior e Thaise Constâncio

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