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Marinha

Centro de Instrução Almirante Wandenkolk realizou a XV Regata Baía de Guanabara

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Regata 04 Cat Veteranos (24)

Tendo a Baía de Guanabara e o Centro do Rio de Janeiro como pano de fundo, o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW) realizou no último sábado (26) a XV Regata Baía de Guanabara, evento tradicional e que faz parte do Circuito Poder Marítimo. O evento teve início com a cerimônia sendo presidida pelo comandante do CIAW o Contra-Almirante Paulo Cesar Demby Corrêa. Com um público estimado em 1200 pessoas, entre participantes e convidados, a regata teve início com o alinhamento dos escaleres da categoria Feminina. A raia para esta competição foi montada exclusivamente para o evento e cobriu uma área entre o Cais Sul do CIAW e o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) na Ilha das Cobras.

As provas foram divididas em seis categorias: Feminino, Aspirante, Sub-24, Veterano, Misto e Sênior. Diversas autoridades compareceram a regata, com destaque para Contra-Almirante Marcelo Francisco Campos (Comandante da EN); Contra-Almirante Paulo Cesar Demby Corrêa (Comandante do CIAW); Contra-Almirante Gilberto Cezar Lourenço (Comandante do CIAGA); Contra-Almirante Carlos Eduardo Machado Dos Santos Dantas (Comandante do CIAA); Contra-Almirante (FN) Carlos Chagas Vianna Braga (Comandante do CEFAN / CDM).

A Competição

A largada foi montada a cerca de 500 metros do Cais Sul do CIAW em uma posição perpendicular ao centro e com largura de 200 metros. Dada a largada, cada escaler tripulado por 12 remadores e um timoneiro, levou em torno de 3 minutos para cruzar os 500 metros da raia. O Corpo de Fuzileiros Navais, além de competir na regata, apresentou ao público uma exposição estática de equipamentos no ginásio principal do Centro.

A primeira categoria a competir foi a Feminina, que foi seguida pela Aspirante, SUB-24, Veterano, Misto e fechando a regata a categoria Sênior. Os vencedores da XV Regata Baía de Guanabara foram equipe Esquadra (Feminina), equipe CIAA (Aspirante), equipe EN (Sub-24), equipe Esquadra (Veterano), equipe Clube Guanabara (Misto) e  equipe Esquadra (Sênior).

Regata 01 Categoria Feminina (6)

Escalers….o que são?

Os Escaleres são embarcações a remo e a vela, onde os a motor denominam-se “Baleeiras” no Brasil, de proa fina ou redonda (caso das baleeiras, mais largas) e popa quadrada. Possuindo de três a seis bancadas, baleeiras tem oito, podendo ser de voga ou de palamenta. Os escaleres de voga são aqueles que possuem dois remos por bancada, já os escaleres de palamenta são aqueles que possuem apenas um remo por bancada.

Os escaleres inicialmente eram usados para serviços leves no porto e “salva mares”, as baleeiras a motor em ligação de navios, no caso de cabos de abastecimento, quando não cabe o chamado “tiro de ligação e salva”, possuindo um casco construído de madeira em um tipo de construção chamado de costado trincado, com as tábuas de madeira sendo colocadas sobrepostas umas às outras.

Nos dias atuais, os escaleres têm sido construídos na forma de costado liso, sendo em sua maioria construídos em fibra de vidro, sendo que geralmente os escaleres tem as cores do navio e as baleeiras na cor púrpura para melhor localização. Na Marinha do Brasil o escaler ou baleeira é um barco tradicional, sendo usado para a formação de marinheiros (as), em cerimoniais e ultimamente em competições como a aqui descrita.

O expansionismo do Remo

Desde 2001 é realizado o Circuito Poder Marítimo de Remo Escaler, o que equivale ao campeonato estadual do gênero no Rio de Janeiro. O circuito vem crescendo a cada ano e obtendo cada vez mais participantes, e para as competições deste evento são convidados:

O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN); a Diretoria-Geral de Material da Marinha (DGMM); o Comando-em-Chefe da Esquadra (ComemCh); o Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW); o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA); o Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA); a Escola Naval (EN); o Corpo de Intendentes da Marinha; o Colégio Naval (CN), o Centro de Instrução e Adestramento Almirante José Maria do Amaral Oliveira (CIAAN) e clubes do Rio de Janeiro, entre eles o Clube de Regatas Guanabara, o Club de Regatas Vasco da Gama e o Clube Piraquê.

Os “Escoteiros do Mar” também utilizam Escaleres e Baleeiras, idênticos aos da Marinha, possuem uma versão sua típica chamada ‘Sea Scout’ que é menor e mais largo, com três a quatro bancadas e que chamam de “Escaler-Patrulha” enquanto chamam o modelo tradicional da Marinha do Brasil de “Escaler-Tropa”. É comum verificar Grupos de Escoteiros do Mar em diversos países que utilizam embarcações multiuso como o Escaler (tropa ou patrulha) para trabalhar os jovens escoteiros nas guarnições a Vela, Remo e Motor simultaneamente. No Brasil os escaleres Patrulha (Sea Scout) eram tradicionalmente de madeira desde a década de 20, mas desde o início dos anos 90 já se fabricaram 8 modelos em fibra de vidro.

Enfim, a Baía de Guanabara com seu charme e beleza nela contida serviu bem ao propósito de ser o cenário perfeito aos amantes dos mares que se encontravam em terra. O sábado foi um dia muito especial na vida de cada um, pois ao mesmo tempo em que puderam estar vibrando com as grandes atuações das equipes de remo, eles desfrutavam de um evento muito bem organizado, de grande vulto e apreço dentro não só da Marinha mas como também nos Clubes Navais espalhados pelo Rio de Janeiro.

Nota do Editor: A Revista Operacional agradece ao CA Demby e ao seu Imediato o Capitão-de-Mar-e-Guerra Amaury, pelo convite para que OP estivesse presente ao evento e também o apoio e o suporte nos fornecido pela seção de Comunicação Social, para a execução da matéria.

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