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Ministério da Defesa

Brasil irá homenagear militares em missões de paz

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Dia Internacional dos Peacekeepers celebra primeira missão de paz autorizada pela ONU em 1948

Os chamados “boinas azuis”, militares que participam de missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), serão homenageados em cerimônia no dia 29 de maio, em Brasília, na sede do Comando Militar do Planalto (CMP). Sempre comemorado nesta data, a celebração marca o Dia Internacional dos Peacekeepers das Nações Unidas.

A comemoração do PeaceKeepers é realizada em sistema de rodízio anual entre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. Este ano, a solenidade será conduzida pela força terrestre. A programação contará com um desfile de ex-integrantes de missões de paz da ativa e da reserva, a execução do hino nacional, a leitura da Ordem do Dia do ministro da Defesa, entre outras atividades.

Peacekeepers

O Dia Internacional dos Peacekeepers remete ao ano de 1948, quando a ONU autorizou, nesta data, o estabelecimento da primeira operação de manutenção da paz para monitorar o cessar-fogo entre árabes e israelenses.

Oito anos depois, em 1956, o Brasil enviou seus homens para evitar confrontos entre Egito e Israel. Nascia, assim, a participação brasileira em missões no exterior que dura até os dias atuais. De lá para cá, o país atuou em mais de 33 missões das Nações Unidas e já enviou cerca de 27 mil militares ao exterior.

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A data homenageia todos os homens e mulheres que serviram e continuam servindo nestas operações. As Nações Unidas, por meio de seus países membros, reconhecem o alto nível de profissionalismo, dedicação e coragem dos militares que perderam suas vidas em prol da paz.

Missões de Paz

Atualmente, o Brasil tem distribuído pelo mundo mais de 1,7 mil militares. Esse contingente brasileiro atua em missões sob a liderança da ONU. O quantitativo é composto por militares das três Forças Armadas, além de policiais e bombeiros, e contribui para estabelecer a presença e estreitar o apoio do Brasil a nove nações: Chipre, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Haiti, Líbano, Libéria, Saara Ocidental, Sudão e Sudão do Sul.

Os militares brasileiros atuam, por exemplo, na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) e na Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco).

Líder da Minustah desde 2004, o Brasil comanda as forças de paz no Haiti, que tem a participação de tropas de outros 15 países. Até o 20º contingente já foram empregados mais 30 mil militares brasileiros, do Exército, Marinha e Aeronáutica, no país caribenho. O contingente brasileiro inclui o Batalhão de Força de Paz (Brabat), a Companhia de Engenharia (Braengcoy) e o Grupamento de Fuzileiros Navais.

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A Monusco é comandada pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, que a pedido da ONU, encontra-se em seu segundo mandato à frente de uma tropa com 20 mil homens de 18 países.

Recentemente, o diretor do Instituto de Política Pública Global, Philipp Rotmann, destacou em debate realizado pelo Ministério da Defesa, a qualidade das tropas brasileiras, que são frequentemente escaladas para atuar em missões de paz. Na visão do especialista, os militares brasileiros têm apresentado bom desempenho operacional e também habilidade e trato humanizado para lidar com pessoas em situações tão vulneráveis.

Por seu desempenho e atuação em missões de paz, o Brasil tornou-se referência internacional na preparação de militares e civis para missões humanitárias e de segurança em regiões de conflito. Em 2010, foi criado o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), a partir da estrutura do extinto Centro de Instrução de Operações de Paz (CIOpPaz) do Exército Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Também designado de Centro Sérgio Vieira de Mello – em homenagem ao diplomata brasileiro morto em serviço no Iraque, em 2003 –, o Centro especializou-se na preparação e orientação de militares brasileiros designados para operar em missões de paz e humanitárias sob a égide da ONU. O CCOPAB capacitou 3.059 pessoas em 2014.

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As Forças Armadas brasileiras estão desde 2011 no comando da missão de paz da Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). A Marinha do Brasil mantém uma fragata na costa libanesa com o objetivo de impedir a entrada de armas ilegais e contrabandos no país árabe.

Além disso, a força naval – que pela primeira vez comanda uma missão de paz da ONU – tem a incumbência de colaborar com o treinamento da Marinha libanesa.

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