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Exército

Brasil : Militares na defesa das fronteiras e do ciberespaço

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1420-brazil-epex-650_431Por Andréa Barretto

Com uma combinação de tropas bem treinadas e tecnologia avançada, as Forças Armadas do Brasil estão preparadas para defender o país nas suas fronteiras e no ciberespaço. Por exemplo, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) é projetado para monitorar incidentes nos 17.000 km de fronteiras do país com um sistema avançado que inclui estações digitais e radares em terra, além de unidades militares.

Sistemas de monitoramento de fronteiras entrarão na segunda fase

O projeto do SISFRON deve entrar na fase-piloto no final de 2015. Como o Brasil compartilha uma extensa fronteira com 10 países, o objetivo do projeto é criar um sistema que seja capaz de monitorar incidentes ao longo de toda a divisa com recursos avançados. As Forças Armadas escolheram iniciar a fase-piloto do SISFRON no Comando Militar do Oeste, em Mato Grosso do Sul. Os trabalhos no projeto começaram em novembro de 2014.

Dependendo da disponibilidade de verbas, o governo assinará contratos para continuar com a segunda fase em 2015, segundo o general de divisão Luiz Felipe Linhares Gomes, chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx). Os planos militares preveem que o SISFRON será estendido para a região norte do país, onde os estados de Rondônia e Acre fazem fronteira com Bolívia e Peru, e para a região sul, onde o estado do Paraná faz fronteira com Paraguai e Argentina.

Para fomentar a independência tecnológica do país e gerar empregos para a população civil, o governo está contratando principalmente empresas brasileiras para desenvolver o aparato tecnológico do SISFRON, explica Linhares. “A diretriz do exército é que pelo menos 60% da verba seja direcionada para empresas do país”, afirma. “O SISFRON tem 75% de seus equipamentos fabricados por empresas brasileiras e pretendemos aumentar ainda mais esse percentual.”

Protegendo o Brasil de ciberataques

Enquanto o SISFRON ajudará a ampliar a segurança nas fronteiras do Brasil, o Projeto de Ciberdefesa está protegendo o país de ciberataques. Desde que foi criado, em 2009, o projeto produziu sistemas de segurança da informação, programas de detecção de intrusão e simuladores de ciberguerra e defesa.

A equipe que trabalha no projeto ajudou as Forças Armadas e autoridades policiais a impulsionar a segurança em grandes eventos organizados pelo Brasil, inclusive os Jogos Militares Mundiais (2011), a visita do Papa Francisco (2013) e a Copa do Mundo (2014), segundo o coronel João Paulo Da Cás, chefe de Relações Institucionais do EPEx.

“Fomos nós que preparamos toda a proteção de rede para estes eventos”, diz. “E não tivemos nenhum problema com ataques por hackers ou algo assim.” Os projetos do EPEx incluem Proteger, Astros 2020, Recop, Defesa Aérea e três outros. Os principais objetivos do projeto de 2015 incluem a construção do Rádio Definido por Software, desenvolvido pelo Centro de Ciberdefesa em parceria com uma dezena de universidades brasileiras.

O equipamento terá a capacidade de transmitir informações com quase 100% de segurança, explica o cel. Da Cás. Isso envolverá não apenas som, mas também imagens e outros tipos de dados. “Agora, esse tipo de transmissão ainda é executado de maneira insegura, porque as informações circulam em canais compartilhados com os civis”, explica. “O Rádio Definido por Software permitirá um salto de frequência. A possibilidade de os dados serem interceptados será mínima.”

Uma ampla estratégia tecnológica

O Projeto de Ciberdefesa é parte de uma ampla estratégia para maximizar o uso da tecnologia para defender o Brasil de ciberataques. A tecnologia da informação do país trabalha em cooperação com os setores nucleares e espacial para impulsionar a segurança do país. A abordagem é delineada pela Estratégia de Defesa Nacional, aprovada pelo governo federal em 2008. O modelo divide responsabilidades pela ciberdefesa entre os diferentes ramos das Forças Armadas.

Por exemplo, a reponsabilidade pela tecnologia da informação foi amplamente mantida pelo exército, enquanto os outros dois setores foram designados para Aeronáutica e Marinha, respectivamente. A estratégia está contida em um documento que inclui as diretrizes para atingir objetivos e modernizar a estrutura do sistema de defesa brasileiro, esses objetivos são relativos à necessidade de responder aos novos desafios e demandas do Brasil contemporâneo.

“É necessário atender às demandas do crescimento econômico e da política externa”, disse o Tenente-General Linhares. “O país quer se projetar como um participante global e visa a um assento no Conselho de Segurança da ONU. Para fazer parte desse seleto grupo, temos de trabalhar com nossos militares.” O Escritório de Projetos do Exército está no centro do processo de transformação recomendado pela Estratégia de Defesa Nacional.

O órgão foi criado em 2012 com a missão de gerenciar o portfólio de projetos estratégicos do exército.  Os sete projetos gerenciados pelo EPEx são considerados “Geradores de Capacidade”, porque permitem à instituição agir de maneira flexível, trabalhando não só para cumprir seu mandato constitucional, mas também demonstrar resultados para a sociedade. O General de divisão Linhares refere-se a isso como uma dualidade.

A importância do trabalho em equipe

Um exemplo dessa dualidade é o projeto Astros 2020, que atualmente desenvolve um míssil tático com um alcance de 300 km. O trabalho está totalmente a cargo da empresa brasileira Avibras. Isso demonstra como é possível alinhar objetivos múltiplos, segundo Linhares: a expansão de parques tecnológicos pelo país, a criação de empregos e a defesa da soberania nacional.

Em linha com o Astros 2020 está o projeto Proteger, cujo escopo é garantir a proteção da chamada Estrutura de Terras Estratégicas. Essas são estruturas da infraestrutura do país, como linhas de transmissão de energia elétrica e informações financeiras, refinarias e as rotas terrestres que transportam a produção doméstica.

Para expandir a capacidade operacional das forças terrestres para proteger esse patrimônio, o projeto inclui a implantação de um modelo de operações interagências. “É como se tivesse pessoal de gestão de crise pelo país, respondendo para Brasília, determinando ações corretivas”, explica o general de divisão Linhares.

Para isso, será necessário empregar um sistema complexo de tecnologia da informação e de gestão de crise. Em 2015, as coordenações do Proteger devem liberar uma licitação para as empresas nacionais participarem em frentes diferentes abertas pelo projeto, incluindo construção civil, criação de software e comunicação.

O projeto de Defesa Aérea também participa dos esforços para garantir a segurança da infraestrutura do país. Atualmente, o projeto está na fase de adquirir um sistema de artilharia de médio alcance, que possa atingir alvos a uma distância de 15.000 metros. O Brasil ainda não tem essas armas, embora tenha feito progresso na modernização de seus equipamentos, principalmente com o sucesso do projeto Recuperação da Capacidade Operacional (RECOP).

O general de divisão Linhares observa que, com a criação da Estratégia de Defesa Nacional, houve uma mudança na percepção de que a defesa não é uma responsabilidade apenas das Forças Armadas, mas da sociedade como um todo. Diante disso, o país aumentou o investimento na modernização de equipamentos.

“Em 2015, o RECOP foi renomeado para OCOP (Alcance de Total Capacidade Operacional), porque já tínhamos passado pela fase de recuperação”, conclui Linhares.

Fonte | Fotos: dialogo

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