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Exército

Expedição “Velho de Guerra” a festa da Cavalaria na AMAN

Por   Rafael Sayão

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No dia 10 de maio, o Exército Brasileiro comemora dia da Arma de Cavalaria. A data marca o nascimento do Marechal Manuel Luis Osorio, um dos maiores heróis militares de nossa Pátria, patrono da arma e destaque em diversos conflitos na região sul do país e na Guerra da Tríplice Aliança.

A Cavalaria é a arma que combate em vantagem de posição e que, durante muito tempo, utilizou o cavalo como seu meio prioritário de combate. Com o advento dos armamentos mais modernos, os blindados passaram a ocupar o lugar do cavalo no campo de batalha. Entretanto a instrução equestre, a qual engloba como uma de suas atividades práticas a execução de cross country, desenvolve no cadete características de personalidade fundamentais para o cumprimento das missões que recebe: coragem, audácia, iniciativa, decisão, arrojo, camaradagem, rusticidade, sagacidade e ousadia.

Em comemoração ao dia da Arma de Cavalaria, a Academia Militar das Agulhas Negras realizou a semana Cavalaria, com várias atividades militares e sociais, que culminaram com demonstrações de viaturas e armamentos e com a realização do “cross da espora”, pelos cadetes que estão adentrando na Arma. O cross é uma das provas mais tradicionais do hipismo e pelas suas características, que reúne instrução e esporte, tornou-se uma atividade tipicamente militar.

Até o ano de 2013, os Cadetes entravam na Arma de Cavalaria no 3º ano de formação. Entretanto, em 2014 este ingresso passou a ser realizado no 2º ano de instrução. Com isso, neste ano, tanto o 3º como o 2º ano estavam em seu primeiro ano na Cavalaria e ambos participaram do cross. A equipes do 3º ano que  sagrou-se campeã foi formada pelos Cadetes Dalla Pozza, Gomes Monteiro e Bittencourt. Já a equipe campeã do 2º ano era  formada pelos Cadetes Igor Carvalho, Luis Felipe e Lajoia.

Destaques no campo de batalha moderno, a demonstração operacional dos blindados chamou muita atenção do público presente. Viaturas Agrale Marruá e EE-9 Cascavel deram início a apresentação. Em seguida, duas viaturas EE-11 Urutu e duas Agrale AM31 desembarcaram tropas e iniciaram o disaparo de morteiros M936 de 81mm  e M2 de 120 mm. O momento que se seguiu foi dedicado ao fogo pesado de dois blindados Leopard 1A5BR e quatro M113B.

A Cavalaria brasileira possui atualmente, espalhadas por todo território nacional, três regimentos de Cavalaria de Guarda (Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília); Brigadas de Cavalaria Mecanizada e Blindada; Regimentos de Cavalaria Mecanizado nas Divisões de Exército e Regimentos de Carros de Combate nas Brigadas de Infantaria Blindada

Em homenagem a uma das mais tradicionais Academias Militares do mundo e vibrante com as celebrações da Cavalaria, a Operacional organizou, pela primeira vez, uma expedição de viaturas militares para participar do evento. Dois clubes de preservadores do Estado foram convidados e ambos aceitaram o desafio de percorrer os 162 km que separam a cidade do Rio de Janeiro do município de Resende. O que parece ser uma distância pequena para veículos convencionais de passeio, ganha ares de desafio para viaturas que já passaram dos 40 anos de idade. Entretanto, a viagem transcorreu sem problemas para uma JPX do Imperial Jeep Clube e seis viaturas do Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (um MB1942, um M520, três Kaiser M606 e uma F85).  Durante a solenidade foi realizada uma exposição estática das viaturas no pátio do Curso de Cavalaria.

Apesar da programação diversificada, o momento mais especial das comemorações é sempre a realização da formatura de entrega das esporas, onde os padrinhos (um cavalariano mais antigo), juntamente com familiares e amigos, realiza a entrega da espora para os Cadetes. Esta tradição remota a Idade Média, onde apenas os nobres cavaleiros tinham direito à espora, ao cinturão e ao estandarte. Nos torneios e batalhas, os cavaleiros possuíam um jovem ajudante: o escudeiro. A partir dos 15 anos o escudeiro tornava-se elegível para ser um cavaleiro e quando isso acontecia, além do título, o jovem recebia as espadas e as esporas douradas. Na cerimônia realizada anualmente na AMAN, o “cross da espora” representa o exercício onde os jovens cavaleiros demonstram seu valor e as esporas são entregues, após o cross, por cavalarianos mais antigos. Um coroamento da audácia e arrojo explícitos na execução da prova e a manutenção das tradições medievais da cavalaria.

Aos que não tiveram a oportunidade de participar de nossa expedição e viver estes agradáveis momentos junto a Cavalaria do Exército Brasileiro, fica o nosso convite: Em 2015 teremos a 2° Expedição Cavalariana da Revista Operacional. Participe!

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A Expedição Cavalaria de 2014 teve o apoio da empresa Afonso Brindes e Artigos Militares (21 96813-5404 /  21 7710-4520 / afonsobrindes@hotmail.com).

Fonte | Fotos: Operacional

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