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Segurança Pública

Sem reforços na segurança do Mundial

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manu6005

Superando as expectativas das secretarias de Segurança Pública, nos primeiros dias de bola rolando na Copa do Mundo, apenas a Polícia Militar foi necessária para conter manifestações pontuais, nenhum estado até agora precisou do reforço das Forças Armadas.

De acordo com especialistas, a polícia manteve o controle porque o público dos protestos foi muito pequeno. O governo federal também avalia que o começo do megaevento transcorreu com “normalidade”, e a expectativa do Planalto é que as manifestações diminuam conforme a equipe canarinho avance no torneio.

Mas, apesar do clima de tranquilidade, confusões pontuais ocorreram em pelo menos cinco cidades sedes — São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte. Ontem, 11 pessoas foram detidas na capital mineira em protesto.

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Segundo o Ministério da Defesa, nenhum governador requisitou o reforço das forças de contingência. Vinte e um mil militares foram colocados à disposição das unidades da Federação em caso de tumulto.

Para o sociólogo do Observatório Internacional da Democracia Participativa Rudá Ricci não se pode ignorar os recentes confrontos.

Na última quinta-feira, durante a abertura do Mundial, em São Paulo, o batalhão de choque da PM usou balas de borracha e bombas de gás para dispersar manifestantes na Radial Leste e na estação do metrô Tatuapé — principais vias de acesso ao Itaquerão.

“A última coisa que a PM pode fazer é encurralar pessoas em locais fechados, isso gera pânico e é a principal causa de pisoteamento com mortes em grandes multidões”, criticou.

Na avaliação do governo federal, a atuação da polícia paulista foi correta no sentido de garantir o acesso dos torcedores ao estádio. “O que a PM fez foi evitar a qualquer custo que a manifestação impedisse o direito de quem queria torcer”, comenta o ex-secretário nacional de Segurança Pública coronel José Vicente da Silva.

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que a Polícia Militar “agiu como é seu dever” e “evitou um problema maior” nas ações contra manifestantes.

Excessos

Na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com um grupo técnico de ministros, entre eles o da Defesa, Celso Amorim, e o da Justiça, José Eduardo Cardozo, que avaliaram como positiva a atuação da polícia na maioria das capitais, salvo alguns excessos em São Paulo, Manaus e Belo Horizonte.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, classificou como “desnecessária” a truculência em alguns protestos, por exemplo, o caso de um manifestante já rendido em São Paulo que teve os olhos atingidos por um spray de pimenta.

O comando da PM, inclusive, abriu inquérito para apurar se houve excessos no episódio. O manifestante Rafael Marques Lusvarghi, 29 anos, também foi atingido por duas balas de borracha antes de ser detido.

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Sociólogo especialista em segurança pública da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Flávio Testa apoiou a postura da polícia e ressaltou o enfraquecimento das manifestações em relação a junho do ano passado. “Vamos ver agora protestos mais fragmentados. O brasileiro é um povo estranho, com a Copa do Mundo, ele não apoia mais essas manifestações.”

O coronel José Vicente da Silva concorda com a avaliação de Testa. Para ele, no ano passado, as manifestações tinham o apoio da população. Agora, a postura é diferente. A polícia conta com o apoio da maioria das pessoas, que deseja aproveitar o megaevento.

FONTE : Correio Braziliense

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