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Segurança Pública

Escritório Antiterrorismo dos EUA treinam profissionais para a Rio 2016

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Curso CICC / Foto: Philippe Lima

Aperfeiçoar os níveis de habilidade dos primeiros socorristas quanto à preparação, execução e gestão de resposta inicial a incidentes terroristas. Este é o foco dos agentes do Escritório de Assistência Antiterrorismo (ATA) da Secretaria de Segurança Diplomática do Departamento de Estado Americano, em uma nova etapa do curso de capacitação feito em parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança do Rio, o Governo Federal e a Embaixada dos Estados Unidos. Setenta profissionais das áreas operacionais das forças de segurança para Rio 2016 – incluindo policiais militares, civis e bombeiros – participaram durante uma semana do curso Primeira Resposta a Incidentes Terroristas com aulas teóricas e exercícios práticos, que envolvem estudo de casos, além da conscientização quanto a possíveis ataques e tomada de decisão.

Em nove módulos – que abordam ameaças terroristas com uso de explosivos e materiais de contaminação química, biológica e nuclear – os agentes da ATA fornecem treinamento e assistência aos profissionais que irão atuar nos Jogos Rio 2016. A vivência do ataque de gás sarin no Metrô de Tóquio, em 95; o massacre escolar de Columbine, em 1999 e o atentado de 11 de setembro de 2011, em Nova York, servem de parâmetro para as discussões. Descrevendo táticas e técnicas e explorando as lições aprendidas em cada um dos eventos, eles mostram a importância do treinamento constante, da coordenação e comunicação entre as agências envolvidas, além de necessidade de equipamentos específicos e gestão diante dos incidentes.

Apesar de o país não ter um histórico de ações terroristas, os policiais fluminenses estão alertas para qualquer risco. Atentos a todas as orientações, o chefe de logística da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, Major Diogo Ribeiro, enfatizou a importância da expertise americana no tema. “O curso nos dá uma visão mais ampla de como agir, independente da motivação das ações. Por meio da experiência deles, temos uma noção mais clara dos modos de ação e vulnerabilidades”, destacou o policial militar, que atuou em outros grandes eventos como Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude. A 2ª Tenente Íris Silveira Gomes Vianna explicou que o policial que realiza o patrulhamento ostensivo vai ser decisivo na identificação de uma ameaça. Há dois meses no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), ela lembrou que caberá em grande parte à Polícia Militar esta primeira resposta, devido a natureza da atividade. “Por atuarmos nas ruas e em áreas de grandes aglomerações e pontos turísticos, é provável que sejamos os primeiros a identificar qualquer objeto suspeito ou ação em andamento”, enfatizou Íris. Em uma das etapas do curso, ela assumiu junto ao grupo a posição de terrorista e simulou ataque exatamente contra um ponto turístico do Rio. Com estas atividades práticas, os agentes do ATA estimulam os profissionais de segurança a pensar sob outro prisma, ampliando o ângulo de visão.

Foi exatamente com esta perspectiva que o subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Fernando Albuquerque, inscreveu a equipe de coordenadores que estará atuando nos centros integrados de comando e controle setoriais (CICCS): Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro e Maracanã. “Este curso é de extrema importância, pois conseguimos nivelar o conhecimento e nos preparar para uma melhor integração das equipes na hipótese de um atentado. A experiência e a doutrina de comando de incidentes vão qualificar nossos coordenadores dos centros de comando setoriais para a tomada de decisões com celeridade”. Para o Major Diogo Pécora, da terceira seção do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros – responsável pelo planejamento das ações táticas operacionais para os Jogos – o curso contribui para diminuir a vulnerabilidade. “Através do curso, conseguimos rever ideias e nos preparar para um atendimento mais eficaz”, reforçou Pécora, que já participou do curso Dispositivos Improvisados de Destruição em Massa, no Colorado, e Gestão de Incidente Crítico, em Brasília, que integram o programa de capacitação.

“Uma das vertentes de atuação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE) na capacitação é a cooperação internacional. E a cooperação com os norte-americanos foi uma das que teve o mais extenso programa, com o foco muito voltado para as ações antiterrorismo. Apesar de sermos um país que não tem um histórico de atentados, o fato de sediarmos os Jogos Olímpicos faz com que isso seja uma possibilidade, e precisamos estar preparados para isso. Por isso, é importante que possamos nos valer das melhores experiências internacionais”, explica o Diretor de Projetos da SESGE/ MJ, Felipe Tavares Seixas.

Para qualificação dos agentes de segurança, a Secretaria de Estado de Segurança do Rio firmou vários convênios com o Ministério da Justiça, Embaixadas da Espanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, dentre outros, desde 2011, com mais de 13 mil beneficiados, sendo que o principal acordo foi firmado com o Ministério da Justiça para o biênio 2015/16. A previsão é que neste período outros 7.674 profissionais – sendo 5.636 policiais militares, 2.038 policiais civis, além dos agentes convidados de outras instituições – sejam capacitados em cursos diversos – além de antiterrorismo – análise de risco, controle de massa, segurança turística e idiomas. Também participaram do curso do Escritório de Assistência Antiterrorismo (ATA) agentes de segurança dos seguintes órgãos: Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Centro de Operações Rio/Prefeitura e Guarda Municipal.

Fonte | Fotos: operacional

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