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Friday, 19 de July de 2024
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21° GAC presta tributo aos mortos dos navios Baependy e Itagiba

Diversos
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No dia 15 de agosto, o 21° Grupo de Artilharia de Campanha, realizou um tributo aos mortos nas tragédias marítimas dos dias 15 e 17 de agosto de 1942, quando os navios Baependy e Itagiba foram atacados pelo submarino alemão do tipo IXC (U-507), abatido em 13 de janeiro de 1943 por uma aeronave Catalina oriunda da Base Aérea de Natal.

A história do 21° GAC e dos naufragos é marcada por um laço trágico e histórico. O efetivo de duas baterias do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, reunido e preparado no 1º Grupo de Obuses, uma das unidades que formam a linha história de São Cristóvão na genealogia do 21° GAC, foi vitimada no naufrágio dos navios Baependy e Itagiba. Estes militares seguiam para Olinda onde seriam responsáveis pela instalação de uma nova unidade no nordeste brasileiro, mas foram surpreendidos por um ataque noturno do submarino alemão. Na mesma noite foram atacados os navios Baependy, Araraquara e Aníbal Benévolo.

A formatura embalada pela Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militares do Rio de Janeiro e pela banda de gaitas escocesas Brazilian Piper, contou com a prenseça do General de Exército Paulo César de Castro, antigo comandante do 21º GAC; de familiares dos naufragos; e do ilustre veterano de guerra Tenente Dálvaro José de Oliveira, sobrevivente do náufrago dos navios Itagiba e Arará e integrante da Artilharia Divisionária do Brasil nos campos de batalha da Itália.

O 21° GAC, além de importante unidade de artilharia de nossa Força Terrestre, é uma das unidades históricas mais importantes do Brasil. Com a designação histórica de Grupo Monte Bastione, designação que remete a participação do 21º Grupo de Artilharia de Campanha na Segunda Guerra Mundial, a unidade vem de uma linhagem de organizações militares que se fez presente em quase as guerras, revoluções e momentos da história militar do Brasil. Instalado no Forte Barão do Rio Branco, possui um conjunto defenfivo composto pela antiga Bateria de Santo Antônio da Praia de Fora (1938), pelo Forte do Morro do Pico e pelo Forte de São Luíz de valor histórico quase inigualável.

Fonte | Fotos: operacional