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Internacional

Pilotos Russos fazem missões de combate em realidade virtual

Por Anderson Gabino      |     11/09/2014 às 14:59

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Será possível ensinar uma pessoa a pilotar um avião e a voar sem que ela nunca tenha se sentado atrás do manche de uma aeronave? A resposta da Força Aérea da Russa é um simples “sim”.

Sua moderna base de treinamento permite acelerar significativamente o processo de treinamento de tripulações e, para pilotos experientes, criar situações que obriguem as aeronaves de combate a trabalharem no limite de suas capacidades técnicas.

A pacata cidade de Torjok, na região de Tver, é conhecida não apenas por sua história rica, mas também pelo fato de abrigar uma das melhores escola russa para pilotos de helicópteros militares : o Centro de Requalificação Militar.

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Em Torjok, vários pilotos dos esquadrões de helicóptero que já possuem missões militares no Tadjiquistão, na Tchetchênia, no Sudão, em Chade e em Serra Leoa, são ensinados não apenas a pilotar em situações técnicas limites, mas também a aplicar corretamente essas técnicas no campo de batalha. Hoje, o centro está preparando pilotos do Mi-28N “Caçador Noturno” e do Ka-52 “Alligator”.

À velocidade máxima, o Mi-28 “caminha” em cima da água, serpenteando em zigue-zague ao longo do leito do rio. A julgar pelo mostrador acima de nós, estamos a apenas três metros acima da água e, embora a cabine do helicóptero em que nos encontramos, juntamente com o piloto militar Rustam Maidánov, seja apenas um simulador e o nosso voo não passe de realidade virtual, de vez em quando a cabeça começa a rodar.

Atualmente, os simuladores russos para a indústria de aviação militar das empresas Tranzas e Dinamika são usados na Venezuela (dos helicópteros Mi-171, Mi-17V5, Mi-25 e Mi-35), na Nicarágua (Mi-17V-5), na República Tcheca (simulador de tripulação do MI-171) e no Cazaquistão (MiG-31).

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A imersão na realidade é total. Depois de nos desviarmos do cume de mais uma montanha, saímos em frente de uma ponte. O piloto puxa ligeiramente a manivela do controle para si e o helicóptero salta facilmente o obstáculo, ganhando imediatamente algumas dezenas de metros de altitude. Depois, ele afasta a manivela, empurrando-a em direção contrária ao seu corpo, e descemos rápido de novo em direção à água.

Porta-aviões

A formação de pilotos de aeronaves preparadas para pousar no único porta-aviões que a Russia possui, o Almirante Kuznetsov, não começa nas latitudes árticas, onde fica a base do navio, mas no centro de Moscou. O chefe do departamento de modelagem matemática e modelos de simulação de aeronaves da corporação MiG, Vladímir Ivanov, diz que os simuladores de voo são uma das orientações mais importantes da empresa.

“Atualmente, nenhuma entrega de MiGs-29 passa sem que se disponibilize ao comprador aulas e simuladores especiais de treinamento”, diz Ivanov. “O nosso know-how é a utilização das tecnologias 3D na visualização do voo dos caças.”

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Tal como em uma moderna sala de cinema com espetadores assistindo a um sucesso de ficção científica, o piloto aqui também está sentado dentro no cockpit do simulador do MiG-29 com óculos de visão tridimensional. Segundo Vladímir Ivanov, a imagem tridimensional ajuda o piloto a calcular melhor a distância até os objetos, a sua forma e tamanho. Por exemplo: o programa de treinamento prevê a possibilidade de voo conjunto de caças, quando se torna necessário saber a distância exata até a aeronave do nosso lado, ou o reabastecimento no ar a partir da aeronave-tanque IL-78.

Na vida real, para fazer isso, o piloto tem de se aproximar até uma distância de 120 metros da aeronave-tanque; depois, ir se aproximando gradualmente ainda mais, uma vez que o comprimento da mangueira de abastecimento é de apenas 21 metros. Aí vem o trabalho de precisão: conseguir pegar com o cone do sistema de abastecimento do caça a mangueira do combustível, que fica balançando livremente de um lado para o outro, e reabastecer o avião.

Enquanto esta operação acontece, o piloto não pode desviar um único centímetro que seja, é imprescindível manter precisamente a mesma velocidade de voo que a aeronave-tanque. Mesmo feita no simulador, esta manobra faz o piloto suar, sem falar do pouso no porta-aviões Almirante Kuznetsov.

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“A imagem tridimensional ajuda o piloto a se alinhar corretamente para o pouso no porta-aviões”, explica Ivanov. “No modelo computorizado do navio está representado não apenas o sistema de acionamento do pouso, mas toda a superestrutura e equipamento do convés do cruzador.”

A criação de simuladores de voo não é uma orientação nova para os fabricantes russos de aeronaves. No entanto, só agora podemos dizer que graças a modernos softwares, à possibilidade de usar diferentes transmissões e sistemas hidráulicos e à visualização do ambiente em 3D é que os modelos de simuladores começaram verdadeiramente a imitar um voo de verdade e suas condições reais.

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