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Ministério da Defesa

Brasil deve participar de Força de Paz ao lado do Chile e da Argentina

Por Anderson Gabino      |     29/08/2014 às 11:00

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Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Chile, Jorge Burgos, reuniram-se na manhã desta quinta-feira (29) com o objetivo de aprofundar as relações e a cooperação entre os dois países. Durante o encontro, Amorim manifestou a predisposição brasileira em participar da Força de Paz Combinada “Cruz del Sur”, iniciativa chileno-argentina para apoiar missões da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Força de Paz “Cruz del Sur” foi criada em 2006 e conta com efetivos da Marinha, do Exército e da Força Aérea do Chile e da Argentina. O emprego das tropas só acontece em acordo pelos dois países.

Segundo o ministro Amorim, a intenção do Brasil é aderir paulatinamente à “Cruz del Sur”: primeiro vai enviar um pelotão da Polícia do Exército e oficiais para compor o Estado-Maior Conjunto Combinado. Depois, contribuirá com o envio de uma companhia de Infantaria.

Para Amorim, a adesão do Brasil a “Cruz del Sur” vai colaborar para a integração regional e a formação de uma identidade de Defesa sul-americana. “Até pela evolução das relações entre o Chile e a Argentina, a Força ‘Cruz del Sur’ é uma iniciativa simbólica da cooperação Sul-Sul. Temos forte desejo de que a nossa participação seja concretizada”, afirmou o ministro.

Jorge Burgos informou que tratará da adesão do Brasil à “Cruz del Sur” já na visita oficial que faz à Argentina, a partir de amanhã.

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Além da adesão brasileira à “Cruz del Sur”, os dois dirigentes trataram de uma série de temas visando ao aprofundamento das relações bilaterais em Defesa. Amorim agradeceu aos chilenos pelo apoio dado por ocasião do incêndio da Estação Comandante Ferraz, na Antártida – destruída por incêndio em fevereiro de 2012. Os dois países deverão ampliar a parceria no desenvolvimento de pesquisas no continente gelado.

Brasil e Chile também vão fortalecer a cooperação no intercâmbio e doutrina para emprego dos submarinos Scorpène – de origem francesa. A Marinha chilena já conta com dois submarinos desse modelo. Já a Força Naval brasileira está produzindo cinco submarinos, sendo um nuclear, no estaleiro de Itaguaí (RJ).

Além disso, parceria em doutrina e adestramento será aprofundada no emprego dos blindados Leopard, de origem alemã, equipamento também utilizado pelas Forças Armadas dos dois países.

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Outra questão tratada na reunião de cúpula – que teve a participação de oficiais generais e dirigentes civis dos dois ministérios – foi a criação da Comissão Assessora Permanente do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), bem como da Escola Sul-Americana de Defesa.

Nos próximos dias 8 e 9 de setembro, representantes dos dois países vão se reunir novamente em Brasília para encontro do Grupo Bilateral de Trabalho de Defesa, quando as diretrizes discutidas entre os dois ministros serão detalhadas e formalizadas.

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