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Mercado & Indústria

Transformers : A Guerra do Futuro

Por Anderson Gabino      |     07/07/2014 às 11:20

transformers

A empresa britânica de armamentos BAE Systems, apresentou um projeto de aviões que se regeneram em pleno voo, armas lasers que derrubam mísseis e fábrica voadora de drones em conceitos que podem disputar batalhas em 2040.

Se nas guerras de hoje o uso de veículos aéreos não-tripulados – conhecidos como drones – já é uma realidade, no futuro as aeronaves militares poderão ter características que parecem sair da ficção científica.

Especialistas da BAE Systems, multinacional britânica e uma das maiores do setor de defesa, preveem que em 2040, ou até mesmo antes, as batalhas terão aviões “transformers” e fábricas aéreas com impressoras 3D para a criação de drones em pleno voo.

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É claro que não sabemos exatamente que tipos de tecnologias de aviões serão utilizadas em 2040, mas é ótimo mostrar ao público alguns conceitos que podem ser possíveis pela projeção de onde a tecnologia de hoje pode chegar – disse Nick Colosimo, engenheiro e futurista da BAE Systems, em entrevista ao jornal “Guardian”.

A gigante do setor de defesa apresentou quatro projetos que podem definir as guerras no futuro, sendo o mais impressionante o “Transformer”, aeronave de longo alcance que se divide em três menores quando chega ao local de ação.

Voando agrupadas, elas economizam combustível, o que aumenta o raio de ação. O conceito também é interessante porque cada parte pode ser adaptada para realizar determinada função em uma mesma missão, como resgate, ataque, vigilância ou abastecimento de recursos.

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Outro projeto interessante é o de impressão 3D. Segundo a companhia, com o avanço dessa tecnologia é possível que no futuro aviões funcionem como fábricas aéreas. Dependendo das necessidades da missão, aeronaves não-tripuladas serão construídas em pleno voo.

Como exemplo, a empresa cita uma esquadrilha de naves de vigilância ou quadricópteros para resgate de civis ou militares. Após o uso, os drones podem desfazer os circuitos automaticamente para inutilizarem o equipamento em caso de aterrissagem em solo inimigo.

Segundo a companhia, essa tecnologia vai criar “um grupo de trabalho adaptável, com uma aeronave líder capaz de entrar em qualquer ambiente desconhecido e rapidamente fabricar um conjunto de ferramentas eficazes para qualquer cenário”.

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E os aviões do futuro serão mais difíceis de serem abatidos. A BAE Systems estuda a construção de um sistema interno de fluido adesivo de nanotubos de carbono, o mesmo material usado na construção das aeronaves. Com isso, elas serão capazes de se regenerar em pleno voo quando danificadas. Hoje, técnica semelhante está presente nos selantes de pneus.

De acordo com um porta-voz da BAE Systems, o jato, chamado “The Survivor”, será capaz de enfrentar os cenários mais difíceis e completar as missões, graças ao sistema que fornece maior proteção ao voo.

Outra ideia sendo pesquisada é o uso dos sistemas de energia dirigida para a proteção dos aviões. A tecnologia já é aplicada hoje para proteção de tropas em terra de mísseis e morteiros.

A arma funciona como um laser, capaz de interceptar projéteis no ar. O desafio é miniaturizar os sistemas atuais para que eles possam ser incorporados às aeronaves. A Boeing, concorrente da BAE Systems, já testou com sucesso esse tipo de armamento, mas ele foi colocado em um 747-400.

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Essas quatro tecnologias ainda estão na prancheta, mas a BAE Systems, que investiu cerca de R$ 450 milhões em pesquisa e desenvolvimento no ano passado, acredita que elas se tornarão realidade.

A BAE Systems é uma das maiores companhias do setor de defesa do mundo. Em 2012, ficou atrás apenas da Lockheed Martin e da Boeing em faturamento com armamentos, segundo levantamento do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo.

FONTE : O Globo

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