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Geopolítica

Argentina convoca embaixador britânico para explicar espionagem sobre as Malvinas

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Crise argentina grã bretanha

O governo argentino convocou nesta quinta-feira o embaixador britânico em Buenos Aires, John Freeman, para dar explicações sobre as recentes notícias de que o Reino Unido teria espionado autoridades argentinas para obter informações relacionadas às reivindicações do país sul-americano sobre as ilhas Malvinas.

A convocação da Argentina foi informada pouco depois do anúncio de que Londres havia chamado a embaixadora argentina, Alicia Castro, para reclamar das declarações feitas pela presidente Cristina Kirchner sobre o reforço da defesa britânica no arquipélago.

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Por meio de um comunicado, a chancelaria argentina disse que aproveitará a reunião com Freeman para informar também sobre a decisão de denunciar empresas petrolíferas britânicas por explorações ilegais de hidrocarbonetos na plataforma continental argentina.

No final do mês passado, a Grã-Bretanha anunciou que vai gastar £ 280 milhões (R$ 1,3 bilhão) nos próximos dez anos para reforçar a defesa das Malvinas, conhecidas no Reino Unido como Falkland Islands.

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Segundo o secretário de Defesa britânico, Michael Fallon, esse dinheiro servirá para enviar dois helicópteros de transporte (a serem usados em casos de emergência), para substituir os mísseis antiaéreos, que tem vida útil até o final da década, por outros mais modernos, e para melhorar o sistema de comunicações da base militar local, que ainda mantém 1,2 mil soldados (o equivalente à metade da população das ilhas).

Essa notícia, que desagradou profundamente as autoridades de Buenos Aires, foi seguida pela divulgação de documentos secretos que revelaram um antigo esquema da inteligência britânica para espionar militares e políticos da Argentina.

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Esses arquivos, vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, mostraram que, entre 2006 e 2011, Londres investiu em uma grande operação, com direito a ataques cibernéticos e circulação de propaganda falsa, para obter detalhes dos planos argentinos para as Malvinas e para desacreditar o governo do país sul-americano.

FONTE : Sputniknews

Fonte | Fotos: operacional

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