News

Forças Armadas e sociedade civil transportam 3,6 mil toneladas de donativos ao Rio Grande do Sul na maior campanha humanitária já registrada no país

Embraer e FAB colaboram com logística e doações para o Rio Grande do Sul

P-3AM Orion faz primeiro voo com novas asas

ABIMDE coordenou empresas brasileiras na Defence Service Asia 2024

KC-390 Millennium transporta Hospital de Campanha da FAB para Canoas

Hospital de Campanha da Marinha inicia atendimentos no RS nesta quinta-feira (9)

Exército instala Hospital de Campanha para apoio de saúde à população no Rio Grande do Sul

Monday, 17 de June de 2024
Home » Exército » Ex-ministro do Exército General Leônidas Pires Gonçalves, morre no Rio

Ex-ministro do Exército General Leônidas Pires Gonçalves, morre no Rio

Exército
Por

general-leonidas-pires-gonc

O ex-ministro Leônidas Pires Gonçalves morreu nesta quinta-feira (4) no Rio de Janeiro. O general comandou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) do Exército no Rio entre março de 1974 e janeiro de 1977. Chefe do Ministério do Exército durante o governo do ex-presidente José Sarney (entre 1985 e 1990), o militar nasceu em 1921 no município de Cruz Alta (RS).

Segundo a corporação, ele estava com noventa e quatro anos e deixou esposa, dois filhos, quatro netos e sete bisnetos. O Exército informou que as homenagens póstumas serão realizadas no próximo sábado (6) no Palácio Duque de Caxias, das 8h30 às 11h30. O corpo do militar será cremado.

Em entrevista à GloboNews em 2010, Gonçalves negou que no Doi-Codi tivessem ocorrido casos de tortura a presos políticos, mas confirmou que o Exército deu dinheiro a presosem troca de informações. “Nunca houve tortura a preso político na minha área. Desafio alguém que tenha sido torturado durante este período”, disse ele na entrevista.

General-Leônidas-Pires-ditadura-Foto-Celio-Jr-Estadao

“A ideia [de pagar dinheiro] foi minha. Fui adido militar na Colômbia e aprendi que, lá, eles compravam todos os subversivos com dinheiro”, acrescentou. Em nota divulgada nesta quinta, o ex-presidente José Sarney o classificou como “o último dos grandes chefes militares que tomaram parte nos acontecimentos centrais da história do Brasil na última metade do século passado”.

Sarney disse também que a participação do general foi decisiva na transição democrática do país e “a ele devemos grande parte da extinção do militarismo”. “Ele [Gonçalves] deu suporte a que transição fosse feita com as Forças Armadas e não contra as Forças Armadas. Pacificou o Exército e assegurou e garantiu o poder civil. Reconduziu os militares aos seus deveres profissionais, defendendo a implantação do regime democrático que floresceu depois de 1985”, destacou o ex-presidente da República.

Fonte | Fotos: g1