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Marinha

Marinha do Brasil revela projeto da NPaOc (OPV) na Euronaval 2014

Por Anderson Gabino      |     19/09/2014 às 19:40

EMGEPRON está definido para desvendar um design indígena navio de patrulha offshore BR-OPV na exposição Euronaval 2014, em Paris, em outubro. Fonte EMGEPRON

A empresa estatal brasileira EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) vai revelar o projeto do primeiro navio de patrulha oceânico (NPaOc ou OPV – Offshore Patrol Vessel) na feira Euronaval 2014 que ocorrerá em Paris, no final de outubro.

O projeto está sendo desenvolvido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha do Brasil. O navio – que recebeu a designação de Navio-Patrulha Oceânico BRasil (NaPaOc-BR), ou BR-OPV, foi projetado para realizar missões de vigilância na zona econômica exclusiva (EEZ), incluindo a proteção da infraestrutura das plataformas de petróleo, combater atividades ilegais no mar, prover segurança ao tráfego marítimo e apoiar missões de busca e salvamento (SAR).

O BR-OPV deslocará cerca de 2.000 toneladas e pode embarcar uma tripulação de 125 homens. O casco tem comprimento de 103,4 mts, 11,4 mts de largura e calado de 3,95 mts. Com uma velocidade máxima de até 25 nós e um alcance de 4.000 milhas a 12 nós, o navio é projetado para uma autonomia de 30 dias no mar.

A propulsão combinada diesel e diesel (CODAD) inclui dois motores diesel associados a propulsores de passo variável através de uma única caixa de transmissão. Refletindo o design stealth do projeto, a chaminé do navio foi posicionada no centro da superestrutura, logo atrás do mastro. O projeto também traz dois estabilizadores laterais a ré, abaixo da linha d´água.

O navio tem a capacidade de embarcar lanchas RHIBs (rigid hull inflatable boats) possuirá ainda um covôo para operações aéreas e um hangar para acomodar um helicóptero leve ou de médio porte. Os sistemas e sensores incluem uma alça eletro-óptica giro-estabilizada para observação e capacidade de direção de tiro; sistemas de comunicações, guerra eletrônica e comando e controle, canhões de água e radares de busca aérea e de superfície.

O armamento inclui uma torreta com canhão de médio calibre e dois canhões de 20 mm nos bordos. Entende-se que o BR-OPV pode ser equipado com canhões de 40, 57 ou 76 mm como armamento principal. A EMGEPRON disse que os estudos de definição das armas e dos sistemas está em curso, mas enfatiza que o projeto poderá permitir a integração de um leque de equipamentos.

O Brasil atualmente opera três OPV´s da classe “Amazonas”, comprados por 133,8 milhões de libras (US$ 218,61 milhões) em contrato assinado com a BAE Systems em dezembro de 2011. O NPaOc Amazonas (P 120), o NPaOc Apa (P 121) e o NPaOc Araguari (P 122) foram comissionados em junho e novembro de 2012 e em junho de 2013 respectivamente. O acordo inclui também a licença para construção de mais navios da classe no Brasil.

Como parte do Programa PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), a Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM) pretende comprar e construir localmente cinco OPVs de 1.800 toneladas.

As propostas que atendem aos requisitos foram submetidas pela BAE Systems, Daewoo Shipbuilding & Marine, Damen Schelde Naval Shipbuilding, DCNS, Fincantieri, Navantia, e ThyssenKrupp Marine Systems. Embora o Brasil tenha a licença para construir mais navios da classe “Amazonas”, não significa necessariamente que este projeto atende aos requisitos dos futuros OPV´s, além disso, entende-se que mais 7 OPV´s serão necessários.

 

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