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Força Aérea

“Pra mim é um orgulho servir a FAB”, afirma militar da Esquadrilha da Fumaça

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Medico do EDA.2

A declaração é do 1º Tenente Antônio Carlos Guimarães Novaes, médico da Esquadrilha da Fumaça, sediada em Pirassununga (SP). Há três anos, o militar temporário da Força Aérea Brasileira (FAB) foi transferido para servir na unidade que realiza demonstrações aéreas pelo Brasil e também no exterior. Aos 32 anos, o oficial é responsável por acompanhar a rotina dos pilotos e mecânicos de pista e mantê-los em condições de saúde para treinamentos e demonstrações.

Assumir a responsabilidade de cuidar da saúde dos integrantes do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) se tornou uma meta profissional e pessoal para o Tenente Médico Novaes, depois de servir alguns anos nos esquadrões de instrução aérea da Academia da Força Aérea (AFA). “A partir do momento que eu estava aqui, eu me apaixonei cada vez mais pela aviação, pela profissão de médico do esquadrão e, automaticamente, pela Esquadrilha da Fumaça”, afirma.

O trabalho do Tenente Novaes é focado na prevenção de saúde voltado a todo o efetivo da Fumaça, que conta com aproximadamente 70 militares. A cada seis meses, todos passam por uma inspeção de saúde para avaliações de rotina. Os militares também são orientados a prática de educação física duas vezes por semana.

Desde o inicio dos treinamentos do novos pilotos que passaram a integrar o grupo, o médico os acompanha. Segundo ele, é comum que os militares sofram reações colaterais devido aos movimentos aéreos e a alta carga G. “Quando o piloto está submetido a essa carga gravitacional, a principal dificuldade é que a visão vai escurecendo aos poucos. É difícil ocorrer porque o piloto aciona o dispositivo do traje anti-G. Mas, caso ele falhe, o piloto pode perder a visão e, em situações mais extremas, pode desmaiar”, comenta.

Medico do EDA.3

Com especialização em medicina do trabalho, o Tenente Novaes concluiu o Curso de Medicina Aeroespacial no Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE) e de Investigação em Acidentes Aeronáuticos, promovido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

Ele também viaja para apresentações do EDA realizadas em várias regiões do Brasil e, inclusive, no exterior. “A maior gratificação é você conseguir participar do dia a dia dos militares e fornecer sempre o maior bem-estar para que eles façam uma apresentação bem segura”, afirma.

CAMAR

Quem deseja ingressar num concurso de carreira da FAB, as inscrições do Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (CAMAR) estão abertas até o dia 30 de julho. Os interessados devem se cadastrar no site www.ciaar.com.br. Neste ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) oferece 112 vagas.

Medico do EDA

Tenente Novaes já foi aprovado no concurso da FAB e optou por abrir mão da vaga para continuar servindo a Esquadrilha da Fumaça, mas não descarta a possibilidade de assumir a mesma função como médico de carreira.

“Eu incentivo muito a carreira médica na Força Aérea. A princípio, você está servindo ao seu País. Então você tem todo o sentimento de orgulho de estar exercendo uma atividade voltada para o Brasil. A partir da hora que o médico sai da faculdade, a FAB te proporciona estabilidade”, finaliza.

Fonte | Fotos: cecomsaer

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