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Internacional

Pentágono coloca seus militares em alerta contra possíveis ataques terroristas

Por   

pentagono

Dias depois do ataque a um evento sobre caricaturas, reivindicado pelo Estado Islâmico, os EUA admitem ameaças contra os quartéis. O comando militar dos Estados Unidos elevou nível de alerta antiterror em suas bases militares, como medida de caráter preventivo diante da ameaça de um ataque por parte de jihadistas.

O anúncio foi feito por um funcionário do Pentágono, dias depois que dois militantes foram mortos no Texas, durante atentado frustrado a um concurso de caricaturas do profeta muçulmano Maomé. A ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico (EI), que vem atraindo milhares de seguidores no Ocidente desde que proclamou um “califado” nas áreas que controla no Iraque e na Síria.

Nos EUA, autoridades de segurança e inteligência registram um número crescente de seguidores de páginas e sites ligados aos extremistas na internet. O nível de alerta foi elevado para “B”, definido pelo Pentágono como adequado a uma “ameaça acrescida e previsível de terrorismo”. Trata-se do terceiro de uma escala de cinco pontos que vai de “normal” até “D”.

militares EUA

Segundo o porta-voz que informou sobre a decisão no fim da noite de quinta-feira, ela foi tomada após uma advertência do FBI, a polícia federal americana. “Queremos nos assegurar de que se tomem medidas de vigilância maiores para proteger as instalações (militares) e o nosso pessoal”, disse o funcionário.

A maior parte das medidas adicionais de segurança não serão evidentes para o cidadão comum — a não ser, possivelmente, a intensificação das revistas nos pontos de acessos às bases militares de todo o território americano. “Estamos tomando uma medida de precaução, em resposta a uma série de coisas que estiveram no noticiário recentemente”, comentou o capital Jeff Davis, porta-voz do Comando Norte (Northcom) das Forças Armadas, que tem sob sua jurisdição o território continental dos EUA e o Canadá.

“Isso não está ligado a alguma ameaça específica e crível, mas a acontecimentos que nos levam a reconhecer a necessidade de manter mais vigilância e proteção, assim como assegurar que as medidas de segurança possam ser reforçadas rapidamente, se necessário.” Desde 2002, o Northcom já tinha passado o nível de alerta para B em três ocasiões.

Em fevereiro de 2003, a medida foi tomada em resposta à descoberta de planos da Al-Qaeda para atacar nos EUA. Em dezembro do mesmo ano, a preocupação foi com atentados no período das festas de fim de ano. O passo foi repetido em maio de 2011, depois que um comando das Forças Especiais executou o fundador da rede terrorista, Osama bin Laden, e em setembro do mesmo ano, pelo décimo aniversário dos atentados de 2001. O nível D só foi declarado após os ataques de 11 de setembro contra o World Trade Center e o Pentágono.

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Recrutamento

A decisão sobre a elevação do alerta foi tomada pelo almirante Bill Gortney, titular do Northcom. O oficial teria levado em conta um informe enviado pelo diretor do FBI, James Comey, relatando a preocupação das autoridades federais com a multiplicação dos chamados do EI, em redes sociais e outras áreas da internet, para que militantes e simpatizantes ataquem “militares uniformizados e agentes das forças de segurança”.

De acordo com Comey, mensagens de recrutamento para a organização jihadistas já foram recebidas por “centenas, talvez milharres de pessoas” no país. As preocupações relacionadas a uma possível implantação de células do EI em solo americano, ou mesmo à motivação dos chamados “lobos solitários” — como são chamados indivíduos que promovem ações de iniciativa própria, sem manter vínculos orgânicos com o grupo —, cresceram desde o incidente no evento sobre as caricaturas, em Garland, subúrbio de Dallas.

Os dois atacantes, armados com fuzis de assalto, foram mortos pela polícia quando abriram fogo na parte externa ao local. Embora o EI tenha reivindicado a responsabilidade pelo atentado, o secretário norteamericano da Defesa, Ashton Carter, afirmou que a ação parece ter sido “inspirada”, mas não “chefiada” pelo grupo.

FONTE: Correio Braziliense

Fonte | Fotos: operacional

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